

Queria também desejar a todo o pessoal da blogosfera um Feliz Natal e um 2010 cheio de corridas!
Entretanto, haja pernas para a S. Silvestre do Porto!


O tiro da partida surgiu e o colorido dos atletas foi rompendo entre a manhã cinzenta e a chuva miudinha, no entanto sem ponta de vento! Lá segui com um pequeno grupo, onde me perguntaram a que ritmo iria correr. Informei que iria rolar nos primeiros kms dentro dos 3m50s-3m55s/km aproveitando a inclinação favorável do terreno para amealhar alguns segundos, que poderiam ser preciosos na parte final da corrida, caso o vento quisesse dar um ar da sua desgraça!
Assim, depois de ponderar todos estes factores, a minha táctica para domingo é muito simples: rolar a 4 minutos/km, passar à meia-maratona com um tempo a rondar a 1h24m, ficando com uma margem de cerca de 1m40s para eventualmente perder na segunda parte da corrida e desta forma baixar os 170 minutos! Mas isto é a teoria, iremos ver como será na prática!
Nestes dias que antecedem a prova rainha do atletismo, povoa-me sempre a memória umas palavras que li num jornal acerca da maratona, que já as referi aqui a propósito desta mítica corrida, mas que nunca é demais recordar - "...mais que um acontecimento físico, a maratona é um duelo espiritual, a mais sedutora luta entre o homem e os deuses, em que os deuses são a distância, o tempo a alma...".


se a Meia-Maratona SportZone. Para a 3ª edição desta corrida a organização, e na linha dos anos anteriores, contratou uma verdadeira legião de estrelas africanas, onde se destacava o recordista mundial da maratona e talvez o melhor altleta de fundo de todos os tempos, o campeoníssimo Haile Grebrselassie!
ia fazer um aquecimento adequado, mas como estava uma multidão, fiz apenas o aquecimento possível para estar em boa posição na largada. Deste modo, fiquei com a elite um palmo à frente dos meus olhos!
Após 6 semanas de treino específico para a maratona e 650 kms nas pernas, o importante foi verificar a forma como obtive este tempo, contornando com alguma facilidade as dificuldades impostas pelo vento, sempre com uma cadência média dentro do planeado, correndo com bastante frescura e acabando a prova sem grande esforço dispendido.

Os treinos para a Maratona do Porto decorrem a bom ritmo!
s habituais posts, libertando-os para...imaginem?! Tarefas domésticas - cozinhar, lavar loiça, tratar roupa e fazer compras para abastecer a dispensa, passaram a fazer parte da minha rotina diária. Foi um verdadeiro curso intensivo de 'fada do lar'. Até eu fiquei surpreendido com as coisas que aprendi. É bem verdade que a necessidade aguça o engenho e, desenganem-se aqueles que estão a pensar que foi apenas durante um tempo...nada disso, é para continuar!
A vida obriga-nos muitas vezes a tomar decisões e escolher.
O quarteto desmembrou-se e surgiram dois atletas vindos de trás que nos ultrapassaram na descida da estação. Como estava com força respondi
a este ataque e tomei a dianteira forçando ainda mais o ritmo, todos ficaram para trás e nos duzentos metros finais que são ligeiramente a subir ainda me dei ao luxo ultrapassar alguns atletas. Dei por mim a pensar que gosto de competição e que as minhas pernas não contradizem esta minha teimosia!



aça, precisamente quando o terreno subia ligeiramente. Apesar de tudo consegui manter uma média de 3m45s/Km entre o 18º e o 20º km, muito moralizadora porque, entretanto, dobrei dois atletas que iam em perda. Quando passei de novo junto ao Casino e à entrada do último km, em pleno Passeio Alegre, como que apanhando uma onda, voei para a meta e para o record à média de 3m35s/Km, concluindo a prova no fantástico tempo de 1h17m10s!