A maratona esvazia as reservas de energia do corpo, causando com alguma frequência danos no tecido muscular. O descanso e uma alimentação rica em
hidratos de carbono, ajuda à recuperação do organismo. Assim, após três dias de descanso completo, regressei à terra batida do parque das Taipas para correr muito devagar, não indo além dos trinta minutos. No dia seguinte continuando "trotes" leves não excedi os quarenta, seguiu-se mais um dia de descanso e nos posteriores continuei as corridas a ritmos muito suaves. Só a partir do décimo di
a após a maratona começarei a aumentar o ritmo, sem nunca esquecer de escutar o que o corpo tem para me dizer. Durante este período vou também fazer uma parafernália de exames médicos para ver como está o funcionamento da "máquina".
Em tempo de recuperação é oportuno fazer uma reflexão sobre a maratona. Os objectivos não foram cumpridos, há que analisar o que falhou. Continuo a confiar no treino que fiz, o único problema, nomeadamente o longo, é que nunca foi realizado com os termómetros a marcarem valores superiores a 18 graus. Corri a maratona com temperaturas atípicas para a época, em especial para um país como a Holanda. Não estava preparado para correr com um calor que na maior parte do tempo da prova, variou entre os 25 e os 29 graus, uma vez que o meu plano de treinos decorreu quase na totalidade, durante o Inverno. As alterações climatéricas estão na ordem do dia, temos de respeitar a natureza. A meteorologia é algo que não posso controlar, terei de esperar para que na próxima vez seja brindado com um tempo mais de acordo com o que o meu corpo se habituou nos treinos. Mas, cada maratona tem uma história que ensina algo, esta pelo elevado grau de dificuldade que teve, certamente vai-me conferir uma experiência muito útil para as próximas que correr.
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Em tempo de recuperação é oportuno fazer uma reflexão sobre a maratona. Os objectivos não foram cumpridos, há que analisar o que falhou. Continuo a confiar no treino que fiz, o único problema, nomeadamente o longo, é que nunca foi realizado com os termómetros a marcarem valores superiores a 18 graus. Corri a maratona com temperaturas atípicas para a época, em especial para um país como a Holanda. Não estava preparado para correr com um calor que na maior parte do tempo da prova, variou entre os 25 e os 29 graus, uma vez que o meu plano de treinos decorreu quase na totalidade, durante o Inverno. As alterações climatéricas estão na ordem do dia, temos de respeitar a natureza. A meteorologia é algo que não posso controlar, terei de esperar para que na próxima vez seja brindado com um tempo mais de acordo com o que o meu corpo se habituou nos treinos. Mas, cada maratona tem uma história que ensina algo, esta pelo elevado grau de dificuldade que teve, certamente vai-me conferir uma experiência muito útil para as próximas que correr.
Aproveitei ainda para fazer uma consulta aos meus apontamentos de corrida e achei interessante partilhar com os meus leitores alguns números. Desde a minha primeira prova, no já longínquo dia 24 de Março de 2002, até agora, fiz as seguintes competições:
- 32 Meias-Maratonas,
- 8 Provas de 15 Km,
- 29 Provas de 10 Km.
O que dá uma bonita soma a rondar os 1.324 quilómetros, cuja média é de uma competição por mês. Se às competições juntar os treinos, calcei as sapatilhas para correr em 1.564 dias, totalizando uma média de 25 dias por mês. A estimativa de quilómetros corridos ascende a 18.500, com uma média de cerca de 3.460 quilómetros ano.
Tantos quilómetros! Mas, muitos outros se seguirão, porque como diz o ditado: - quem corre por gosto não cansa - e já aqui escrevi: - correr faz parte de mim como o meu próprio nome!
Boas corridas!!!