segunda-feira, 30 de julho de 2007
Maratona do Porto: O início da caminhada.
terça-feira, 3 de julho de 2007
S. Pedro encerra ciclo de romarias e corridas.
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transforma-se na maior praça de pescado do norte de Portugal. Nessa época, todos os dias, um batalhão de recoveiros usando bestas de carga, percorria montes e vales para fazer chegar às províncias do interior o saboroso peixe da Póvoa. Os seus pescadores eram conhecidos em toda a costa como os mais laboriosos, desembaraçados e sabedores dos mares; a bravura e o destemor com que enfrentavam o perigoso porto de abrigo, deu origem à figura lendária do "Poveiro".
s anónimos. Assim, na noitada de S. Pedro as ruas enchem-se de gente até à madrugada, para cantar, dançar e comer sardinhas assadas em volta das fogueiras, num ambiente onde, rapidamente, se passa do estatuto de desconhecido a conviva cúmplice na folia da noite.quarta-feira, 27 de junho de 2007
A corrida da minha terra.
No tempo em que o termalismo estava no auge, a vila viveu os seus momentos de glória. As suas qualidades paisagísticas e belezas naturais foram enaltecidas pelo escritor Ferreira de Castro, que por cá fazia férias, descrevendo as Caldas das Taipas como: "A terra onde a lua fala". No entanto, com o decorrer dos anos a vila sofreu um forte crescimento, primeiro devido à instalação expressiva da indústria de cutelarias, depois a população residente aumentou pelo facto de estar próximo de duas cidades - Guimarães e Braga, que provocou a expansão do aglomerado urbano com consequências muito negativas na paisagem.Não sou propriamente um bairrista, mas não é por isso que deixo de afirmar que gosto de morar nesta terra. Aqui tenho as minhas raízes familiares e além de ter sido
passando pelas corridas de bicicleta nas margens do rio e as primeiras braçadas no açude da "praia seca". Relembro ainda a organização do grupo para, nas noites quentes de Verão, roubar fruta nos pomares das redondezas e uns aguerridos jogos de futebol entre os da "lameira" e os do "largo", são deliciosas lembranças que me fazem sorrir.terça-feira, 19 de junho de 2007
A corrida de São João.
Antes quebrar que torcer
terça-feira, 12 de junho de 2007
A corda do santo, a homenagem ao atleta e o sobe e desce.
m muita frequência, batem à porta da Igreja de São Gonçalo, moças e mulheres a quem a sorte da vida ainda não deu a companhia esperada. Pedem casamento, que tarda a acontecer ou melhoria na relação, que corre o risco de se perder. O santo, uma imagem muito antiga em madeira, com uma corda que pende pela cintura, está à entrada da sacristia. Não abana a cabeça, nem faz qualquer espécie de registo obsceno, mesmo aos pensamentos mais ousados ou às mãos mais atrevidas de mulheres desesperadas para casar que puxam a sua corda. Assim se faz a ligação entre o domínio popular do santo milagreiro e o evangelho através da passagem da mulher anónima que tocara a orla do manto de Jesus, para sentir os efeitos da bendita intercessão.
António Pinto foi um nome grande do atletismo português. O seu nome ficará gravado para sempre na história da maratona de Londres. Em sete participações, Pinto ganhou três, em 1992, 1997 e 2000, foi uma vez segundo em 1999 e três vezes terceiro em 1995, 1996 e 2001. Ainda hoje é o recordista europeu da maratona, com 2h06m36s, obtido precisamente em Londres no ano 2000. O atleta além de excelente maratonista teve também óptimos resultados em pista. Sagrou-se campeão europeu dos 10.000 metros em Budapeste no ano de 1998, consquistando para o atletismo português mais uma medalha de ouro. No ano seguinte em Estcolmo, chegou a recordista europeu da distância com o tempo de 27m12,47s. Amarante, a cidade onde este talentoso desportista nasceu, ao organizar uma corrida e atribuir-lhe o nome, presta-lhe uma justa e merecida homenagem. A corrida tem a distância de cerca de 9.000 metros e é feita em duas voltas. Assim, a partida é dada junto à margem do rio, em frente à Casa da Cultura e da Juventude, para logo a seguir virar à esquerda, atravessar a ponte de São Gonçalo e subir até à parte nova da cidade. Aqui tomámos a estrada nacional que segue para Vila Real, descemos ligeiramente, atravessando desta feita a ponte nova, subimos até uma rotunda e descemos em direcção ao centro histórico, retomando a ponte de São Gonçalo, para fazer novamente o mesmo percurso até chegar à meta instalada junto ao local da partida. Esta corrida de sobe e desce constante é um autêntico carrossel, com a particularidade de ser um bom teste à capacidade de reacção das pernas. Cheguei ao final da prova com um tempo de
31m15s, confesso que nem estava à espera de tal performance, talvez o facto de a corrida ter poucos participantes, nomeadamente "atletas do pelotão", me tivesse motivado um pouco para andar mais rápido. O António Pinto merecia ter uma corrida com mais participação, como aliás já teve em anos anteriores, mas a opção da organização em marcar a prova para às 18h30m de um domingo, revelou-se, no meu entender, desastrosa e afastou a presença de muitos atletas, que certamente compareceriam se a corrida fosse realizada, como é normal, da parte da manhã.No póximo domingo a 'romaria das corridas' continua, desta feita no Porto, para em honra do São João participar na Corrida das Festas da Cidade.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Matosinhos: O braço do Senhor e as pernas do corredor!
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Integrada no programa das festas em honra ao Senhor de Matosinhos, o município organizou a 3ª. meia maratona da cidade. Assim as minhas pernas deram 'à costa' junto aos paços do concelho, local de partida e chegada para cumprir mais uma meia maratona. Depois de ter vencido a neblina, o sol adquiriu brilho, a temperatura estava agradável, óptimas condições para os cerca de 600 atletas se fazerem à estrada para a meia maratona e talvez um milhar para a mini-corrida e caminhada de 4 km., que como vem sendo hábito, dão mais colorido e maior alegria à festa do atletismo.
Os primeiros quilómetros são algo aborrecidos, resultam de uma pequena volta que percorre as imediações da partida, de modo a passar novamente junto a esta, quando estão decorridos apenas quatro quilómetros. Depois a prova segue o porto de Leixões, atravessa o viaduto que passa por cima e dirige-se para Leça da Palmeira, passando junto à refinaria da Petrogal, onde se respira um ar não muito agradável.
Em frente ao farol da Boa Nova, seguimos pela marginal junto à praia e, aqui sim, é a parte mais bonita do percurso, onde podemos desfrutar de uma magnífic
a vista para o mar, com o privilégio de podermos observar alguns surfistas a dominarem as ondas. Mas não há bela sem senão e aqui nesta zona o vento dificultou, e muito, a tarefa dos atletas durante cerca de um quilómetro. Pode parecer pouco, mas para manter o mesmo ritmo foi necessário um esforço maior, e quando o vento deixou de se fazer sentir, iniciava-se um ligeira subida, o que ainda agravou mais a situação.
Apesar das dificuldades lá continuei determinado em não quebrar e com a entreajuda de um atleta que ia no meu andamento, iniciei uma 'cavalgada' até à meta, tendo o meu 'companheiro de ocasião' ficado para trás já depois do quilómetro vinte, na derradeira subida que, embora curta, mas devido aos quilómetros que as pernas já tinham, parecia que não tinha fim. Com o som da música e dos gritos do speaker já nos ouvidos, entrei nos últimos trezentos metros, arranquei uma passada vigorosa para o sprint final. Cortei a meta com 1h21m50s, menos 10 segundos que tempo estimado, o que atendendo ao percurso da corrida e a uma semana em que não foi possível descansar o necessário, me deixou bastante satisfeito com a minha prestação. terça-feira, 29 de maio de 2007
O rei regressa: Cumpre-se a promessa!
em que a subida à 1ª. Liga parecia ser uma miragem e em que poucos acreditavam, alguns crentes mais fervorosos lançaram a ideia de que se o regresso à divisão maior se concretizasse, rumariam do parque das Taipas ao Sameiro - mas a correr!Gostamos de correr só pelo prazer, mas achamos que uma prova que tivesse três ou quatro atletas, não teria grande piada. Do mesmo modo, pensamos que um campeonato de futebol disputado só por três ou quatro equipas, não teria graça nenhuma. Foi com este espírito que convidamos, todos aqueles que, mesmo não sendo simpatizantes do Vitória e que gostassem de correr, se juntassem a nós numa demonstração do "fair-play" que caracteriza os 'atletas do parque'.
Assim, este domingo pela manhã, apesar do dia estar cinzento e da chuva miudinha não parar de cair, compareceram no parque para a 'peregrinação' vinte atletas. A larga maioria eram vitorianos, mas convém registar a presença de alguns simpatizantes de outros clubes, numa clara alusão que a mensagem passou, ajudando a 'honrar a palavra' e a cumprir a promessa!Metemos então os pés à estrada, para cumprir os 12 km que ligam as Caldas das Taipas ao santuário do Sameiro, lá fomos num ritmo alegre e bem disposto, montanha acima, brincando mesmo com a chuva que nos acompanhou - promessa
molhada, promessa abençoada! Após os primeiros 3 km, começa a subir acentuadamente, para depois ser um pouco mais suave, sem nunca deixar de subir, aumentando o grau de dificuldade à medida que os quilómetros avançam e se fazem sentir nas pernas. As promessas exigem sacrifício, mas estes briosos atletas não são de esmorecer e lá foram chegando cada um ao seu ritmo ao local de destino.Chegados ao Sameiro, um manto de nevoeiro cobria o santuário tornando-o imperceptível aos olhos de cada um. Noutros tempos todos esperaram por um rei numa manhã de nevoeiro, mas esse tal, de nome Sebastião nunca fez a sua aparição. O 'nosso rei', o Afonso que até é o primeiro de Portugal, surpreendeu-nos por entre a neblina, como que agradecendo a nossa dedicação. Estamos certos que o 'regresso do rei' será coroado de êxito e que também os 'atletas do parque' terão a sua bênção por todas as terras onde correrem. No próximo domingo, estaremos em Matosinhos para correr a meia maratona, amparados pelas nossas pernas e com a graça do rei!




