quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Caminhos de Santiago.

               A DAR À PERNA DAS TAIPAS A SANTIAGO

  v  A RAZÃO DO CAMINHO

" Peregrinar é um acto de Fé. É um Caminho e como tal pressupõe um itinerário, mas não se esgota nele. Tem que se lhe associar uma intenção e um objectivo, que alimentam a motivação e despertam a busca interior, promovendo assim o enriquecimento espiritual e cultural.”

Na corrida necessitamos de ter objectivos claros e motivações fortes. Assim, creio que aliar a corrida à peregrinação é um acto harmonioso!

v O MEU CAMINHO

CALDAS DAS TAIPAS – SANTIAGO DE COMPOSTELA
 4 DIAS - 8 ETAPAS - 202 KMS

·         DIA 1, 16 de Agosto

Manhã:
1ª. ETAPA: CALDAS DAS TAIPAS – PORTELA DAS CABRAS……….30,4 Kms
 Tarde:
2ª. ETAPA: PORTELA DAS CABRAS – PONTE DE LIMA………………17,2 kms

·         DIA 2, 17 de Agosto

Manhã:
3ª. ETAPA: PONTE DE LIMA – FONTOURA……………………………….25,8 kms
Tarde:
4ª. ETAPA: FONTOURA – VALENÇA……………………………………………9,0 Kms

·         DIA 3, 18 de Agosto

Manhã:
5ª. ETAPA: VALENÇA – REDONDELA……………………………….……….33,6 Kms
Tarde:
6ª. ETAPA: REDONDELA – PONTEVEDRA………………………………….19,9 Kms

·         DIA 4, 19 de Agosto

Manhã:
7ª. ETAPA: PONTEVEDRA – PADRON………………………………….……39,9 kms
Tarde:
8ª. ETAPA: PADRON – SANTIAGO DE COMPOSTELA………………..26,4 kms


  v A LENDA

Depois da crucificação de Jesus, o apóstolo Tiago pregou o evangelho na Galiza e quando regressou a Jerusalém foi decapitado pelo rei Herodes, os seus restos mortais foram levados de volta à Galiza numa barca de pedra, numa viagem que durou 7 dias. Segundo diz ainda a lenda, um camponês guiado pelas estrelas encontrou num grande campo a sepultura do apóstolo.

v COMPOSTELA

O nome Compostela deriva de campo de estrelas (Campus Stellae).


v PAISAGENS QUE NÃO SE ESQUECEM

- Os caminhos entre vinhas e milheirais no Alto Minho;
- A subida da serra da Labruja por um trilho quase impraticável devido às pedras;
- A vista das muralhas de Valença sobre o rio Minho ao amanhecer;
- A descida depois de Redondela e a panorâmica que se tem da ria de Vigo;
- A identidade entre o Minho e a Galiza no percurso entre Pontevedra e Caldas dos Reis;
- A primeira visão que se tem das torres da catedral no cimo de Agro dos Monteiros.

v LOCAIS HISTÓRICOS QUE ME MARCARAM

-   Serra da Labruja – A cruz dos franceses (ou cruz dos mortos), onde a população fez uma emboscada aos retardatários do exército de Napoleão, nas invasões francesas;
-   Ponte Sampaio – Local onde se travaram as grandes batalhas das invasões francesas;
-  Padrón – Na igreja de Padrón está a pedra onde supostamente teria atracado a barca que transportava o corpo do apóstolo Tiago.

v A MINHA REFLEXÃO

O Caminho de Santiago é um percurso que nos leva para além da distância percorrida. As setas e as conchas que indicam o caminho ficam gravadas em nós para que nunca percamos o sentido da vida!


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José Capela
Josephum Capela
   

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Viana fica no coração e nas pernas.

Aguardava com alguma expectativa a MEIA-MARATONA MANUELA MACHADO que decorreu em Viana do Castelo, no passado domingo. Esta prova marcava o meu regresso à competição, após a lesão muscular que me obrigou a parar três semanas em Novembro e a recomeçar os treinos com muita moderação.

Conforme escrevi no último post, mais importante que o tempo que iria alcançar nesta prova, era o modo como me iria sentir muscularmente no desenrolar e no final da corrida. O tempo final de 1h24m23s ficou dentro do que tinha definido e as pernas não se ressentiram, foram muito regulares, rolando sempre no intervalo de 3m50s-4m10s/km, dependendo da oscilação do terreno e do vento que se fazia sentir em determinadas zonas do percurso.

Fiquei bastante satisfeito com a minha prestação e muito animado para imprimir mais ritmo e carga nos treinos, de modo a atingir a forma que tive num passado recente.

Por último, não podia deixar de dar os parabéns à Manuela Machado, que em meia dúzia de anos transformou esta meia-maratona numa das melhores de Portugal e uma organização irrepreensível, que cativa cada vez mais atletas do pelotão a aderir ao evento. A arte que teve para promover a corrida na Galiza é também de aplaudir, pois foram mais de 500 os atletas galegos que estiveram em Viana. Numa época de crise, em que muitos municípios retiram apoios às corridas, quer-me parecer que estamos perante um exemplo que conseguiu conjugar com êxito a parte social e a actividade física, à parte económica. O movimento gerado pelas centenas de atletas e seus familiares no comércio local, em particular na restauração e hotelaria, é um estímulo que os empresários certamente agradecem.

Além de ficar nas pernas, Viana fica no coração!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A perna já não engana, a minha 60ª Meia vai ser em Viana.

Nas últimas palavras que por aqui escrevi, referi-me ao desafio que tinha pela frente - a recuperação. Confesso que não é nada fácil, porque recomeçar a treinar exige muita paciência devido aos baixos ritmos que são necessários e nós não estamos habituados a esse andamento. Quando se está em forma a motivação para treinar é sempre muito grande e o esforço é muito menor, pois até os treinos mais exigentes parecem simples!

Assim, no próximo sábado, faz precisamente 2 meses que recomecei os treinos após a lesão. Nas três semanas seguintes fui rolando a ritmos bastante moderados, fazia um dia de descanso e reservava outro para ir à piscina nadar calmamente. Após este tempo, resolvi efectuar um plano de 5 semanas de preparação para a XXIII MEIA MARATONA MANUELA MACHADO que este domingo se realiza em Viana do Castelo.

O plano de preparação assentava, em traços gerais, no seguinte:
- Segunda-Feira, relaxamento na piscina;
- Terça-Feira, fartlek, 6 minutos rápidos, 3 minutos lentos;
- Quarta-Feira, corrida contínua de 15 kms a ritmo moderado;
- Quinta-Feira, treino intervalado, séries de 400 metros;
- Sexta-Feira, corrida de recuperação de 8 kms a ritmo lento;
- Sábado, treino de ritmo, 10 a 15 kms, ao ritmo da competição;
- Domingo, corrida contínua de 22 kms a ritmo moderado.

Já estou com saudades de uma prova e de sentir a adrenalina a subir no momento que precede o tiro da largada e os atletas quase se acotovelam na linha da partida!

Viana do Castelo é um bonita cidade e é sempre com prazer que corro lá. Esta vai ser a minha 7ª participação na 'meia da Manela' como é carinhosamente tratada pelos atletas do pelotão e a 60ª desde que me lancei no mundo das corridas em Março de 2002.

O objectivo para esta corrida, por força das circunstâncias, vai ser mais modesto!
Assim, vou tentar concluir a prova entre 1h23m-1h24m!

Domingo as pernas terão a palavra!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Lesão, recuperação e motivação.

Terminei a Maratona do Porto de cabeça baixa, no entanto valeu a pena o sofrimento para poder fazer aquele gesto que vêem na fotografia - sete edições, sete participações.

Na semana seguinte, e para saber em concreto a dimensão da lesão sofrida, fui fazer uma ecografia à face posterior da coxa direita.

O resultado do exame revelou o seguinte:
-Na extremidade superior, com posicionamento muscular superficial visualizou-se um pequeno foco de distensão/ruptura, infra-centimétrica, com ligeira contracção e desorganização fibrilar, envolvendo aponevrose no contorno superior que lhe é adjacente. Possui dimensãoes de 10,mm no eixo sagital, 2/3,mm no eixo antero-posterior.
Resumo: Lesão focal por distensão/ruptura, superficial, peri-centimétrica na extremidade postero-superior da coxa do lado direito.

Fiquei visivelmente satisfeito por verificar que não era nenhuma lesão grave, cujas causas foram a sobrecarga e esforço muscular. Nestes casos o tratamento mais aconselhado é o descanso, para dar tempo a que o processo de regeneração muscular decorra com naturalidade. Foi o que fiz. Na semana passada submeti-me a uma sessão de fisioterapia e a uma massagem tranversal, para garantir maior solidez na estrutura muscular afectada, de forma a poder retomar os treinos.

Assim, ontem regressei aos treinos! Corri trinta minutos a trote e depois fiz mais 20 de alongamentos que, nesta fase, são mais importantes que a corrida. Hoje repeti a dose e nestes próximos dias o programa irá ser mais ou menos idêntico, tendo sempre em mente que o essencial é - ritmos bastante suaves e muitos alongamentos.

Em oito anos de dedicação às corridas, pela primeira vez, tenho de lidar com esta situação. Ao longo destes tempos fui criando hábitos e rotinas de vida que me permitissem treinar, logo nas horas do treino, ficar privado - mesmo sendo inverno e eu ter de acordar cedo para o fazer - confesso que não foi nada fácil!

Agora o desafio que tenho é recuperar! A motivação é tentar adquirir a forma que tive em meados deste ano, traduzida em excelentes resultados que me encheram de satisfação.

Haja...paciência para as pernas!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

7ª Maratona do Porto: A teimosia de continuar na história!

Por manifesta falta de tempo e disposição para escrever, tenho andado distante da blogosfera. Assim, não dou notícias desde o verão, não fiz a habitual crónica da Meia-Maratona SporZone e não escrevi qualquer palavra acerca da preparação da maratona.

Estive quase para continuar em silêncio, mas depois de ler alguns posts colocados por companheiros de corrida, senti que deveria dizer alguma coisa.

Faço parte da história (de sucesso) da Maratona do Porto, digo-o com muito orgulho! Estive nas anteriores edições e, claro, queria a todo o custo participar (e concluir) na sétima. E foi o querer continuar totalista que me moveu, porque fosse outra maratona em Portugal, ou mesmo no estrangeiro, teria desistido de participar.

No final do mês de Agosto, num habitual treino, sofri uma lesão muscular na face posterior da coxa direita, ou seja a uma semana de começar o meu habitual plano de 9 semanas de preparação para os 42,195 kms. No meu historial de corrida, as lesões que sofrera até à data não passavam de pequenas mazelas, que eram debeladas em pouco tempo e com relativa facilidade. Pensei que com esta sucederia o mesmo.
Primeiro engano!

Descansei uns dias e comecei os treinos para a maratona com alguma moderação durante as duas primeiras semanas. Na terceira aumentei um bocadinho a intensidade, mas nada de especial, comparado com a preparação das anteriores maratonas e ressenti-me uma vez mais. Uns dias de descanso, fisioterapia, massagens e regresso novamente aos treinos, obviamente com cargas menores e muitas cautelas. Entretanto chegou o dia da Meia-Maratona SportZone e seria o teste ideal para avaliar o estado das minhas pernas, ou no caso concreto, da coxa direita. Fiz um tempo de 1h23m53s, embora tenha sentido ainda um ligeiro desconforto na zona afectada da lesão, parecia-me que estava a ficar recuperado. Na semana seguinte, fiz os treinos dentro dos tempos estipulados, incluindo séries de 800 metros e um longo de 26 kms e, pela primeira vez desde o início da preparação específica para a maratona, treinei sem limitações e com boas sensações.
Segundo engano!

Volvidos dois dias, num treino de baixa intensidade e de recuperação, uma 'pontada' na famigerada coxa direita veio recordar-me que afinal a lesão ainda morava lá. Novamente uns dias de descanso, piscina, fisioterapia e massagens e recomecei a treinar. Estavamos a três semanas da maratona e as dúvidas que tinha em poder ter algum sucesso na prova começavam a passar quase a certezas, mas como sou um tipo teimoso e que gosta de correr riscos, não desisti e estar na linha da partida e claro fazê-la!

A partir deste momento, o desafio, com uma dose de loucura, passou a ser - Será que resisto? Conseguirei concluir a prova?

Assim, quando no passado domingo soou o tiro da partida, larguei consciente que a minha corrida seria uma incógnita e que o risco de ser forçado a abandonar era demasiado grande! Mesmo com estas permissas nada animadoras, o objectivo era fazer um tempo a rondar as 2h55m-2h59m59s, porque além de teimoso, também sou pouco modesto!

Até à passagem da meia-maratona fui confortávelmente a um ritmo +/- 4m10s/km, registando um tempo de 1h26m57s. Aos 24 um ligeiro aviso coxa, deu-me sinal para abrandar e que as dificuldades iriam começar. Atravessei a ponte D. Luís e tentei seguir a um ritmo dentro dos 4m25s-4m30s/km que, a conseguir manter, daria para fechar com um tempo no limiar das 3 horas. Lá fui seguindo, não muito confortável nesta cadência. Fui apanhado pelo Mark Velhote, no entanto ainda consegui colar-me a ele uns kms mais à frente e já na companhia deste aos 33 kms, contabilizando um tempo de 2h17m58s, a minha coxa direita resolveu provar-me que iria ter de abrandar ainda mais para continuar! Fui reduzindo então o ritmo, primeiro para 5m/km, depois para 6m/km, depois para 7m/km, depois para 8 km, e cheguei à meta devagar muito devagarinho, gastando 64 minutos para correr 9 kms, concluindo a minha sétima maratona do Porto em 3h21m44s!

Gostava de referir que, apesar de toda esta epopeia, não cheguei ao fim cansado! Sentia-me como se tivesse feito um treino longo. Apenas sentia um desconforto na coxa direita que me impedia de correr, mas caminhava normalmente e sem qualquer esforço!

Não gosto de desistir, não faz o meu género e queria fazer parte da história da Maratona do Porto, contribuindo para que registasse mais atletas chegados à meta nas maratonas corridas em Portugal. Mais tarde vim a saber que este record foi alcançado - Foi a minha pequena vitória!

Em jeito de balanço, durante as 9 semanas específicas do treino, mesmo tendo sido forçado a vários dias de descanso e a ritmos mais moderados, contabilizei nesse período 800 kms - com este volume de treino a probabilidade de debelar por completo a lesão e obter êxito na maratona era muito reduzida! Não aconselhava ninguém a correr uma maratona nestas condições, no entanto uma coisa é dar conselhos aos outros, outra coisa é quando somos nós!

Desta vez não soltei o queniano que tenho dentro de mim, soltei o soldado Pheidippides, que 2500 anos depois também merece ser recordado!

Agora, só espero que a minha teimosia não tenha agravado o quadro clínico da lesão.

Brevemente saberei, enquanto não souber vou permanecer quietinho!

Abraço, a todos!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

22º Grande Prémio de S. Pedro

CITAÇÃO:
"O S. Pedro encerra as festas e as corridas...até Outubro!"

CURIOSIDADE:
A Póvoa de Varzim é uma terra de pescadores, logo o Santo padroeiro da cidade só podia ser o S. Pedro. Tradicionalmente, a festa é rija por aquelas bandas e a realização do Grande Prémio de Atletismo assinala encerramento das efemérides.

ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 22ª edição e desde 2003 que participo nesta corrida com resultados bastantes interessantes.
2003 - 38m06s
2004 - 37m35s
2005 - 37m23s
2006 - 36m46s
2007 - 36m26s
2008 - 36m09s
2009 - 36m01s

RESENHA:
A corrida começou às 11h15m, pelo que já estava um bocadinho quente para a prática da modalidade. A acrescer a isto, em algumas zonas do percurso, ainda o característico vento que costuma sentir-se na Póvoa, a atrapalhar a vida dos atletas. Conforme tinha escrito na última crónica, as pernas estavavam a registar uma ligeira melhoria relativamente às primeiras corridas de Junho e tinha em mente desde o início impor um ritmo que nunca escedesse os 3m40s/km. Nos primeiros 3 kms rolei dentro desse tempo, no entanto, nos 2 kms seguintes sofri uma pequena quebra devido à presença do vento e ao esforço suplementar que este exige. À passagem dos 5 kms contabilizei o tempo de 18m07s, tentei manter essa cadência para a segunda metade da corrida, não foi possível, apesar de a perda não ter sido muito grande, corri este parcial em 18m24s. Finalizei um ciclo de muitas corridas, pelo que fiquei bastante agradado com a resposta das pernas!

ARITMÉTICA:
Concluí os 10 kms da corrida com o tempo final de 36m31s, tendo obtido o 85º lugar na classificação geral, entre os 614 atletas que terminaram a prova e um 15º lugar em M45 entre 89 atletas deste escalão.

O MELHOR:
O excelente nível competitivo da corrida e a presença dos melhores atletas nacionais.

O PIOR:
Apesar de ser por um motivo nobre que todos compreendem - a realização de corridas para os escalões mais jovens - o horário da prova é um bocadinho tardio, agravado ainda pelo facto de estarmos em pleno verão.

RETRATO:

terça-feira, 22 de junho de 2010

11ª Corrida das Festas da Cidade do Porto

CITAÇÃO:
"O Porto chama por ti!"

CURIOSIDADE:
A 16 de Junho de 2002, um grupo de 10 atletas do parque das Taipas inscreveu-se para a Corrida das Festas da Cidade do Porto com o nome - NAT-Núcleo de Atletismo das Taipas. Assim, nasceu um clube de atletas do pelotão, que foi gradualmente crescendo e cujo principal objectivo é incentivar as pessoas a adoptarem a corrida como exercício físico, de forma a terem um estilo de vida mais saudável.

ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 11ª edição, desde 2002 sem qualquer interrupção que alinhei em todas, registando os seguintes tempos:
2002 - 1h00m32s
2003 - 1h00m30s
2004 - 57m50s
2005 - 56m34s
2006 - 55m26s
2007 - 56m25s
2008 - 55m45s
2009 - 54m31s

RESENHA:
Estava um belo dia de sol e uma temperatura a rondar os 18 graus, não fosse o vento, as condições eram óptimas para correr. Fiz um aquecimento calmamente e como tinha dorsal VIP nem me preocupei com o lugar de saída, o que é um certo privilégio. Como já referi, não me sinto em condições de poder dar o meu melhor no entanto para fazer um teste iria tentar correr cada parcial de 5 kms em 18m20s e, caso não houvesse quebras, daria um tempo final de 55 minutos, ainda longe do tempo do ano anterior.
O arranque foi dado sem problemas, primeiro km dentro da média pretendida e ia eu estrada fora a galgar os kms, dobrando a placa dos 5 kms com o tempo de 18m32s, comprometendo desde logo o objectivo inicial. Resolvi imprimir um pouco mais de força para ver se atingia o ritmo desejado, nas senti que ainda não reúno condições para tal.
Assim, o objectivo passou a ser o de chegar ao final no melhor ritmo possível e deste modo os segundos parciais de 5 kms foram corridos em 18m56s e os últimos já a lutar contra o vento de frente, em 19m26s, não foi nada de excepcional, contudo em termos físicos registei uma ligeira melhoria relativamente às corridas anteriores.

ARITMÉTICA:
Fechei a corrida com o tempo final de 56m54s, o que se saldou por 72º lugar na classificação geral, entre os 1,597 atletas que terminaram a prova e um 5º lugar em M45 entre os 238 atletas deste escalão.

O MELHOR:
Definitivamente as corridas da Runporto são as melhores que se fazem em Portugal. Tanto os atletas de elite como os do pelotão são unânimes em classificar a organização com cinco estrelas. A corrida está na moda e cada vez tem mais pessoas a aderirem e a Runporto muito contribui para que assim seja. Parabéns!

O PIOR:
Sinceramente, não consigo detectar nada de negativo! Era injusto apontar um defeito...

RETRATO: