terça-feira, 22 de junho de 2010

11ª Corrida das Festas da Cidade do Porto

CITAÇÃO:
"O Porto chama por ti!"

CURIOSIDADE:
A 16 de Junho de 2002, um grupo de 10 atletas do parque das Taipas inscreveu-se para a Corrida das Festas da Cidade do Porto com o nome - NAT-Núcleo de Atletismo das Taipas. Assim, nasceu um clube de atletas do pelotão, que foi gradualmente crescendo e cujo principal objectivo é incentivar as pessoas a adoptarem a corrida como exercício físico, de forma a terem um estilo de vida mais saudável.

ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 11ª edição, desde 2002 sem qualquer interrupção que alinhei em todas, registando os seguintes tempos:
2002 - 1h00m32s
2003 - 1h00m30s
2004 - 57m50s
2005 - 56m34s
2006 - 55m26s
2007 - 56m25s
2008 - 55m45s
2009 - 54m31s

RESENHA:
Estava um belo dia de sol e uma temperatura a rondar os 18 graus, não fosse o vento, as condições eram óptimas para correr. Fiz um aquecimento calmamente e como tinha dorsal VIP nem me preocupei com o lugar de saída, o que é um certo privilégio. Como já referi, não me sinto em condições de poder dar o meu melhor no entanto para fazer um teste iria tentar correr cada parcial de 5 kms em 18m20s e, caso não houvesse quebras, daria um tempo final de 55 minutos, ainda longe do tempo do ano anterior.
O arranque foi dado sem problemas, primeiro km dentro da média pretendida e ia eu estrada fora a galgar os kms, dobrando a placa dos 5 kms com o tempo de 18m32s, comprometendo desde logo o objectivo inicial. Resolvi imprimir um pouco mais de força para ver se atingia o ritmo desejado, nas senti que ainda não reúno condições para tal.
Assim, o objectivo passou a ser o de chegar ao final no melhor ritmo possível e deste modo os segundos parciais de 5 kms foram corridos em 18m56s e os últimos já a lutar contra o vento de frente, em 19m26s, não foi nada de excepcional, contudo em termos físicos registei uma ligeira melhoria relativamente às corridas anteriores.

ARITMÉTICA:
Fechei a corrida com o tempo final de 56m54s, o que se saldou por 72º lugar na classificação geral, entre os 1,597 atletas que terminaram a prova e um 5º lugar em M45 entre os 238 atletas deste escalão.

O MELHOR:
Definitivamente as corridas da Runporto são as melhores que se fazem em Portugal. Tanto os atletas de elite como os do pelotão são unânimes em classificar a organização com cinco estrelas. A corrida está na moda e cada vez tem mais pessoas a aderirem e a Runporto muito contribui para que assim seja. Parabéns!

O PIOR:
Sinceramente, não consigo detectar nada de negativo! Era injusto apontar um defeito...

RETRATO:

terça-feira, 15 de junho de 2010

5ª Corrida das Caldas das Taipas

CITAÇÃO:
"A terra onde a lua fala..." - Ferreira de Castro

CURIOSIDADE:
Numa terra onde muitos eventos não passam das primeiras edições, a Corrida das Caldas das Taipas foi-se afirmando ao longo dos anos e, apesar de se realizar num mês em que o calendário de provas tem uma enorme oferta, tem conseguido manter-se. Para que isto seja possível muito contribui o NAT-Núcleo de Atletismo das Taipas, que fez alinhar à partida 41 atletas e que, durante o ano, nas corridas em que o clube participa, vai deixando o nome da vila inscrito no mundo da corrida!


ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 5ª edição e eu tinha participado, obviamente, nas anteriores, resgistando os seguintes tempos:
2006 - 36m17s (9,6 km)
2007 - 35m20s (9,6 Km)
2008 - 36m57s (9,9 km)
2009 - 36m04s (9,9 km)

RESENHA:
Não me encontro num momento apurado de forma, a época já vai longa e o natural desgaste provocado pelas inúmeras corridas em que 'dei no osso' naturalmente apareceu, pelo que estar ao nível do ano anterior era difícil, no entanto ia tentar.
O percurso composto por três voltas não é fácil e, para atingir um tempo a rondar os 36 minutos, teria de percorrer cada volta em cerca de 12 minutos. Na primeira ainda cumpri esse tempo - 11m53s - mas na segunda não consegui manter essa cadência e o tempo baixou para 12m48s, por fim na última estabilizei no ritmo anterior e contabilizei 12m43s.

ARITMÉTICA:
Registei um tempo final de 37m24s para cobrir a distância de 9,9 km, cujo saldo se cifrou num 35º lugar na classificação entre os 155 atletas que terminaram a prova.

O MELHOR:
Um número significativo de público e o entusiasmo gerado na zona de partida e chegada!

O PIOR:
O percurso composto por 3 voltas iguais torna-se demasiado monótono para os atletas. O menor número de atletas relativamente ao ano anterior, facto que deve à coincidência de à mesma hora, estar a ser disputado o Campeonato Regional de Estrada em Vila Nova de Famalicão.

RETRATO:

terça-feira, 1 de junho de 2010

XI Famalicão - Joane

CITAÇÃO:
"Promover o desenvolvimento da comunidade, articulando diferentes áreas de actuação, numa lógica de promoção integral na população, através da cultura, saúde, ambiente, desporto, educação e solidariedade social."
Retirado do site do ATC - Missão

CURIOSIDADE:
A corrida Famalicão - Joane vai já na sua 11º edição. A organização como sempre (e muito bem) esteve a cargo do ATC - Associação Teatro Construção. A história desta associação é notável. Na génese da sua criação esteve o gosto pelo teatro de um grupo de jovens nos anos 70 e com o decorrer do tempo alargou a sua actuação a actividades de cariz social. Hoje é uma importante I.P.S.S. do distrito, que oferece à população de Joane uma vasta gama de serviços sociais, culturais e desportivos de excelente qualidade, desde a infância à terceira idade, sem esquecer a juventude.
A instituição soube transpor os ideais expressos na missão... as palavras saíram do papel e tornaram-se realidade!

ARQUIVO:
Ia ser a 6ª. vez que participava nesta corrida que ao longo dos anos sofreu algumas alterações no percurso e também nas distâncias.
Assim,
2002 - (1o,8 km) - 41m15s
2003 - (10,8 km) - 41m28s
2004 - (15 km) - 59m46s
2006 - (11,8 km) - 52m24s
2009 - (11,8 km) - 43m05s

RESENHA:
Após a ressaca da seca que marcou a Meia-Maratona do Douro e um período de grande azáfama na minha actividade profissional, o que além de me retirar tempo para me dedicar ao treino como deveria, roubou-me algumas horas de sono, essenciais para uma boa recuperação muscular. Assim, apresentei-me para esta corrida com objectivos modestos e sem grandes preocupações de tempo - a intenção era chegar ao final sem estar muito fatigado. Fiz a totalidade da corrida na companhia do meu amigo Manuel Mendes, desta vez sem entrarmos em competição, seguimos estrada fora, num ritmo forte mas longe do que recentemente fizemos e obviamente no que a breve prazo poderemos repetir!

ARITMÉTICA:
Cortei a a linha de chegada com o tempo de 45m04s para os 11,8 km do percurso que se saldou num 33º lugar na geral, entre os 401 atletas que concluíram a prova.

O MELHOR:
A corrida começou às 10h15m e já se sentia algum calor, todavia a organização dispôs para os atletas 3 pontos de abastecimento ao longo do trajecto, que recordo foi de 11,8 kms. Seria bastante interessante que outras organizações aprendessem como se deve proceder aos abastecimentos nas corridas.

O PIOR:
Este ano a corrida não teve a aderência de atletas de outros tempos! Sinceramente fiquei admirado e não me parece que a redução do valor dos prémios monetários nos lugares da classificação geral seja seja o principal motivo da ausência dos atletas do pelotão. Talvez o elevado número de provas existente nos meses de Maio e Junho explique alguma coisa.

RETRATO:

terça-feira, 25 de maio de 2010

5ª Meia-Maratona do Douro Vinhateiro

CITAÇÃO:
"A mais bela corrida do mundo!" (...e a pior organização do planeta!)

CURIOSIDADE:
5ª MEIA MARATONA DO DOURO VINHATEIRO - Regulamento
"17. Os abastecimentos serão assegurados pela organização em cada 5 kms, sendo que os bombeiros farão refrigeração com chuveiros caso seja necessário."

No site da prova, http://www.meiamaratonadouro.com/, retirei a seguinte notícia aquando da apresentação oficial no dia 6 de Maio de 2010.
"A EDP 5ª Meia Maratona do Douro Vinhateiro será disputada ao longo do Rio Douro, num percurso totalmente plano, acessível a todos, que liga o Pinhão e o Peso da Régua, numa das mais belas estradas do Mundo. Diferencia-se por ser o único evento a nível mundial que oferece a todos os participantes, para além de água e bebidas energéticas, Vinho do Porto nos abastecimentos de cinco em cinco quilómetros."

ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 5ª edição e eu tinha participado no ano anterior, tendo registado o tempo de 1h19m26s.

RESENHA:
Em 8 anos que levo de dedicação à modalidade, como atleta do pelotão e com dezenas de meias-maratonas nas pernas, não julagava ser possível assistir a tamanha desorganização. A negligência foi tão grave que falhou no que de mais elementar deve existir numa corrida - a segurança e os abastecimentos aos atletas. Estava muito calor, seguramente uns 30 graus, mas isto não serve de desculpa para o crasso erro cometido!
A corrida não ia dar para grandes aventuras, pelo que parti com ambições de fazer um tempo dentro da 1h20m-1h22m. Primeiros kms corridos dentro da normalidade e ao ritmo desejado, mas desde logo se sentiu que a tarefa não ia ser fácil! No primeiro abastecimento, pouco antes dos 5 kms, ia inserido num grupo de uma dúzia de atletas e aqui foi dado o primeiro sinal que as coisas não iam correr bem. Dosi adolescentes entregaram água com muita dificuldade aos atletas, uma vez que a maioria das garrafas ainda estavam nas 'paletes' de plástico! Aos 5 kms registei o tempo de 19m20s, o calor aumentava e o objectivo inicial começava a ficar comprometido. Por volta dos 8 kms novo abastecimento muito mal assinalado e com pouco água disponível, no entanto ainda tive direito a uma garrafinha, embora estivesse como caldo, mas não deixava de ser água.
O meu ritmo começou a cair e passei os 10 kms com 39m40s, imaginando que haveria um abastecimento por esta altura, ou um pouco mais à frente, mas nada! Continuei a abrandar o ritmo até junto à barragem e nem sombras de abastecimentos - um fotógrafo, um militar da G.N.R e um operador de imagem da R.T.P. era o que por ali existia. Reduzi ainda mais o ritmo, correr com aquele calor e sem ter oportunidade de me refrescar seria sinónimo de sofrimento. Gosto de competir mas com condições para tal. Já não fazia grandes contas ao tempo final que iria registar, deixei-me deslizar admirando a imensidão do Douro e a pensar na ironia de estar a correr junto a um rio e a sentir a falta de água!
Quando dobrei os 15 kms com o meu cronómetro a assinalar 1h0015s e ao constatar que também aqui não havia abastecimento, desliguei-me por completo da corrida! Passaram atletas por mim, passei também por alguns que deixaram de correr e passaram a caminhar e todos vociferavam palavrões e impropérios contra a organização. Pouco antes de chegar à ponte, cerca dos 17 kms, havia vestígios da existência de um abastecimento, mas já não sobrava nada, apenas garrafas vazias espalhadas pelo chão!
A sorte é que a partir daqui tinha gente a asistir ou que ainda ia na caminhada, que começaram a auxiliar os atletas dando-lhes água conforme tinham e podiam, pois era tanta a procura para tão escassa oferta. Um amigo que participava na caminhada deu-me dois goles de uma pequena garrafa, disse-lhe para guardar o restante para os que vinham mais atrás, pois comecei a ter a percepção do drama que estava a acontecer aos atletas mais lentos. Fui até à meta, bem devagar, o menos desconfortável possível, concluindo assim esta triste corrida.
Em poucos minutos, comecei a sentir a revolta de todos os atletas contra a organização devido à falta de água a partir dos 8 kms de corrida, que crescia à media que iam chegando. O que se passou a seguir foi demasiado mau para ser verdade, atletas exaustos e desidratados a insultar a organização e estes a procederem como se fosse normal! Inacreditável!
Retirei-me e depois constatei que fiz bem, porque as cenas seguintes foram extremamente degradantes e desprestigiantes para a modalidade!

ARITMÉTICA:
O tempo final que fiz - 1h28m45s - pouco importa!
Gosto muito de corrida e também da região do Douro. Criei um enorme entusiasmo em volta desta 'meia' e o meu clube aderiu em massa ao evento. Estivemos representados na corrida com 35 atletas, uns mais rápidos, outros mais lentos e ainda contamos com 25 pessoas na caminhada, pelo que registei os seus relatos e todos foram unãnimes em afirmar a incompetência e o crime da falta de água durante a corrida.
Eu e mais alguns ainda tivemos direito a água até aos 8 kms, a maior parte só no primeiro abastecimento e ainda houve dois atletas que nem neste ponto conseguiram o precioso líquido. Recordo que pagamos de inscrição 14 € por cada atleta da 'meia' e 4 € por cada um que fez a caminhada.

O MELHOR:
O auxílio prestado pelos moradores e participantes da caminhada aos atletas!

O PIOR:
A organização - Do mais incompetente e negligente durante a corrida, colocando em perigo a saúde e a vida de muitos atletas!
Não satisfeita, mais tarde, não tendo a humildade de reconhecer os erros e tentando branquear tudo o que se passou, demonstrou pouca seriedade e profissionalismo!
Penso poder afirmar em nome de todos os membros do meu clube - enquanto a prova estiver entregue à empresa que organizou o evento, jamais voltaremos a correr ou a caminhar na Régua.

RETRATO:

segunda-feira, 17 de maio de 2010

4º Grande Prémio da Marginal

CITAÇÃO:
"Isto é uma corrida de solidariedade!"

CURIOSIDADE:
O Grande Prémio da Marginal é uma corrida disputada entre as margens da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, alternando anualmente a partida e chegada em cada uma das cidades. O evento, que além da prova de atletismo, conta ainda com uma caminhada e, este ano, foi também introduzido um passeio de bicicleta, para reunir o maior número de pessoas, afim de angariar fundos com as respectivas inscrições para a Associação Portuguesa de Paramiloidose. A paramiloidose é mais conhecida por doença dos "pezinhos", devido aos primeiros sintomas serem um constante formigueiro nos pés e aliado a uma perda de sensibilidade ao frio e calor. Esta doença é hereditária, crónica e progressiva e tem uma enorme incidência nas populações de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim.

ARQUIVO:
Este ano disputava-se a 4ª edição e eu tinha participado nas duas primeiras.
Assim,
2007 - 36m38s
2008 - 35m51s

RESENHA:
As corridas de 10 kms não são as minhas favoritas. Gosto de distâncias maiores, pois dão-me mais gozo por não acabarem tão depressa! Atendendo ao meu momento actual de forma e à rapidez do percurso, tinha como objectivo fazer a prova pelos 36 minutos, dividindo em 18 minutos cada 5 kms. Infelizmente, não esteve tanta gente como em anteriores edições pelo que a partida foi feita sem qualquer problema. Este ano a partida e chegada eram na Póvoa, logo os primeiros 5 kms em direcção a Vila do Conde foram corridas com a preciosa ajuda do vento a favor, tendo contabilizado no retorno o tempo de 17m48s. Obviamente, no regresso com o vento contra e o natural desgaste da corrida não foi possível manter o mesmo ritmo e os segundos 5 kms sofreram uma quebra registando um tempo de 18m16s.

ARITMÉTICA:
Completei a corrida com o tempo final de 36m04s, sendo o 13º classificado na geral entre os 436 atletas que terminaram a prova; no escalão M45, quedei-me apenas pelo 5º lugar entre os 75 participantes. Os veteranos estiveram em grande! Destaco também a participação do meu clube, N.A.TAIPAS, com 33 atletas, que obteve o 2º lugar colectivamente entre as 35 equipas inscritas.

O MELHOR:
O magnífico percurso onde se desenrola a corrida, sempre com o mar ali ao lado!

O PIOR:
A fraca adesão dos atletas do pelotão. Pela causa, esta corrida merecia um número muito mais elevado de participantes. Talvez se a organização seguisse o exemplo de algumas corridas com fins idênticos que se realizam no Porto, de associar uma marca desportiva ao evento conseguisse atrair mais atletas e consequentemente mais fundos para tão nobre causa.

RETRATO:

segunda-feira, 10 de maio de 2010

XXVI Meia-Maratona de Cortegaça

CITAÇÃO:
"Entre o mar e a floresta"

CURIOSIDADE:
Não fosse a meia-maratona ali disputada, talvez eu nunca fosse visitar a vila de Cortegaça!
Tem uma bonita praia, frequentada por surfistas, devido às características das suas ondas. Se não padecesse do vento que fustiga as praias do norte, seria perfeita!
Ao largo da praia uma mata verdejante de pinheiros, além de valorizar a paisagem, dão um aroma ao ar que dá prazer respirar!

ARQUIVO:
Desde os primeiros passos nas meias-maratonas, esta fez quase sempre parte do meu calendário de corrida.
Assim,
2002 - 1h25m40s
2003 - 1h26m08s
2004 - 1h23m55s
2005 - 1h20m20s
2007 - 1h20m49s
2008 - 1h19m21s

RESENHA:
Quatro semanas após a Maratona de Roterdão e sem esquecer que a partir de agora e até ao dia 4 de Julho, todos os domingos, irei apresentar-me em corridas de distâncias que variam entre os 10 kms e a meia-maratona, estava decidido em não puxar muito pelas pernas. O objectivo era tentar manter um ritmo de 3m45s/km de modo a concluir dentro da 1h19m. Assim, tudo correu dentro do previsto, com cada parcial de 5 kms a serem corridos entre os 18m20s e os 18m40s. Nem o meu amigo Manuel Mendes, que a partir dos 12 kms acelerou, me conseguiu fazer alterar o objectivo. A procissão das corridas ainda vai no adro e as pernas querem que esta autêntica via sacra seja feita em crescendo e com prazer e nunca um calvário!

ARITMÉTICA:
Completei a 57ª meia-maratona da minha carreira com o tempo final de 1h18m55s, cujo saldo foi o 56º lugar entre os 575 atletas que terminaram a prova ; no escalão M45, quedei-me pelo 10º posto, entre 111 participantes.

O MELHOR:
A maior parte do percurso desenrola-se numa estrada no interior da mata, em muitos kms apenas a batida dos pés no alcatrão quebravam o silêncio.

O PIOR:
É de lamentar a morte de um atleta de 40 anos - à família e amigos os meus mais sinceros pêsames.

RETRATO:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Maratona de Roterdão: "A criar vencedores há 30 anos!"




Finalmente, o post!

Após a maratona permaneci no país das tulipas mais uns dias a gozar umas mini-férias! Por pouco ia ter que prolongá-las, mas por umas escassas horas consegui escapar à nuvem de cinzas que está a provocar o caos no espaço aéreo da Europa e regressei a Portugal.

Pela terceira vez corri a Maratona de Roterdão. Em 2005 numa manhã de chuva ali completei a minha 2ª maratona, repleta de êxito. Voltei em 2007, com mais duas nas pernas e com aspirações a fazer um bom tempo, contudo uma onde de calor que invadiu a Holanda por aqueles dias, a minha falta de experiência e a teimosia em não redefinir os objectivos atendendo às circunstâncias climatéricas, ditaram a minha pior prestação em maratonas e uma corrida em que terminei com grande sacrifício e desilusão!

Apesar de tudo tinha prometido voltar! Como este ano a Fortis Marathon Rotterdam comemorava os 30 anos achei que era a ocasião apropriada para marcar novamente presença. Tenho família e amigos na Holanda que, além de me estimar muito, apreciam os atletas que correm uma maratona. Todos foram excepcionais no apoio que me deram nos vários pontos do percurso. Ouvi mais vezes "Força...go José!" durante esta corrida do que em todas as provas que já fiz em Portugal.

A manhã estava fria e cinzenta e pior que isso, ventosa! Depois de tomar um café expresso comecei o meu aquecimento 40 minutos antes do início da corrida. Estava mesmo bastante frio pelo que o melhor era movimentar-me para aquecer! Quando faltavam 15 minutos para o tiro de partida dirigi-me para o lugar que me era destinado e deixei-me ficar no meio da multidão para ver se me protegia melhor do vento frio que teimava em não amainar.

Como escrevi por aqui, tinha fixado o objectivo de chegar nas 2h45m. Talvez por influência da minha última prestação naquele mesmo lugar, achei que não deveria modificar muito o objectivo, mas introduzir algumas condições. Assim, a primeira era tentar seguir num grupo a um ritmo na ordem dos 3m55s/km até sensivelmente a meio, tentando deste modo evitar o desgaste acrescido que correr com vento provoca quando seguimos sozinhos. Depois reavaliava a situação, a forma como me sentia e redefinia a abordagem para a segunda parte da corrida, sem nunca esquecer que numa maratona o decisivo é o que se vai passar a seguir aos 30 kms.

No tapete de controlo da meia-maratona registei o tempo de 1h22m49s. Agradou-me, uma vez que me deixei ir na cauda de um grupo gerindo sem qualquer problema o esforço até então dispendido. No entanto, por volta do 23º km o grupo começou a baixar ligeiramente o ritmo, era justo ser eu a ir para a frente puxar e assim pensei, assim o fiz! Comandando o pelotão de uma dúzia de atletas, tentei abanar um bocadinho a corrida para ver se o ritmo não esmorecia, aumentei a cadência, mas o grupo não foi na minha onda pelo que ganhei uma distância de uns 20 metros e fiquei sozinho. Neste momento teria de tomar uma decisão - ou me faria estrada fora entregue a mim ou desacelerava e integrava novamente o grupo. Uma rajada forte de vento que se fez sentir naquele preciso momento tomou a decisão por mim, ainda não era a hora de avançar, voltei ao grupo, só que desta vez não fui para a retaguarda, fiquei na linha da frente.

Mais uns kms e o grupo começou a decompor-se, na passagem do 28º km seguia na roda de apenas três atletas. Um deles fez-me sinal para tomar a dianteira de forma a dar-lhe alguma proteção do vento. Não recusei a proposta e cheguei-me à frente e comecei a impor um ritmo de modo que não baixasse dos 4m00s/Km. Assim, nos 10 kms finais estava sozinho, no entanto sentia-me bem e ia procurar manter aquele ritmo até final. Dobrei imensos atletas que iam em perda. Este facto aliado aos imensos aplausos com que ia sendo brindado e que cresciam à medida que me aproximava da meta, foram um excelente incentivo para que as pernas continuassem leves e soltas.

Sem grande esforço, sem o desgaste sentido em outras maratonas, no dia 11 de Abril concluí pela 11ª vez a prova rainha do atletismo. O tempo final foi de 2h47m11s e a sensação que podia ter feito melhor! No entanto fiquei bastante feliz e parafraseando um companheiro das corridas "Melhores, são os que melhoram!" - O meu record na distância melhorou 36 segundos!

Estando bem preparado, a maratona é um passeio de 30 kms, uma prova de 12 kms e por fim uma série de 195 metros!

Como devem calcular tenho enorme simpatia por esta maratona. A partida dada por um tiro de canhão, o numeroso público ao longo de todo o percurso, em particular na ponte Erasmus e na recta da meta, a afectividade e a simpatia que a família e os amigos me brindam durante a corrida, são motivos mais que suficientes para que, num futuro próximo, regresse mais uma vez.


Está prometido!
Haja pernas!!!