segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Meia-Maratona Manuela Machado: Bom prenúncio para 2010!

A Meia-Maratona Manuela Machado vai na sua 12ª edição e é legítimo afirmar que é já uma das melhores que se realiza em Portugal. A organização foi melhorando ao longo dos anos, atingindo agora agora um nível a rondar a perfeição. A mudança do local da partida foi excelente ideia e tornou-a mais fluída, os kms estavam devidamente marcados ao longo do percurso, havia abastecimentos a cada 5 kms e no final o habitual saco do prémio de presença era bastante recheado. A Manuela Machado foi uma grande atleta, esta prova que ostenta e bem o seu nome, merece em jeito de homenagem mais do que justa, ter uma grandeza condizente com a sua brilhante carreira.

O ano começou chuvoso e até agora os dias enxutos tinham sido uma raridade. Assim, o céu azul e o sol resplandecente em Viana do Castelo na manhã deste domingo deram mais brilho à já bonita cidade e também à corrida. Os atletas de pelotão aderiram em número record ao evento, pelo que estavam reunidas todas as condições para uma bela jornada desportiva.

Na parte que me toca, esta iria ser a primeira corrida do ano e se as condições climatéricas não fossem muito adversas, como aliás veio a acontecer, o objectivo era finalizar dentro da 1h18m. Apesar de me sentir bem, não acreditava estar num nível de forma que pudesse atacar o meu record pessoal.

Depois da Manuela Machado, humilde e simpaticamente ter agradecido a presença de todos, foi dado o tiro de partida. Saída sem problemas, primeiro km como habitualmente mais rápido -3m30s - de modo a evitar atropelos e ficar com a estrada livre para poder entrar o mais rapidamente possível no ritmo desejado, 3m40s-3m42s/km. Obviamente que as oscilações do percurso acabam por alterar um bocadinho estes pressupostos, mas é importante manter a cadência para que o perdido quando se sobe seja compensado depois quando se desce. A experiência ensinou-me que quando se consegue manter um ritmo regular, o resultado final acaba sempre por ser bom!

Assim,

- aos 5 kms, passei com um tempo de 18m10s, 3m38s/Km, fruto do ímpeto inicial, da necessidade de ajustamento ao ritmo pretendido e de o terreno ser praticamente plano;

- aos 10 kms, o meu cronómetro assinalou 36m50s, ou seja 18m40s no segundo parcial de 5 kms, a uma média de 3m44s/km, justificada pela elevação do terreno e algum vento contra;

- aos 15 kms, o marcador electrónico anunciava 54m45s, com um parcial de 5 kms feitos em 17m55s, à média de 3m35s/km, desta vez foi a benção do desnível do terreno e uma brisa pelas costas a reflectir-se no andamento;

- aos 20 kms, quando já não há muitas contas a fazer e onde o veredicto da corrida está quase ditado, o meu tempo era de 1h13m25s, contabilizando no último parcial de 5 kms, 18m40s à média de 3m44s/km, influenciada pelo sobe e desce do percurso e claro, pelo natural desgaste da corrida;

- o último km é aquele em que já nem sei se vou a correr, a voar, a penar ou a delirar! Quando avisto o pórtico final esqueço-me que o percurso sobe ligeiramente e que o piso é de um desconfortável empedrado. O meu olhar fixa apenas o cronómetro electrónico onde os impiedosos números amarelos constantemente se alteram. Entro numa cavalgada de êxtase até à meta, numa luta absurda entre mim e o tempo, em que este me conseguiu vencer por uma ínfima fracção!

Finalizei, com 1h17m21s, a escassos 11 segundos da minha melhor marca pessoal, no entanto estava feliz pela corrida que fiz! Foi a primeira meia-maratona do ano e as pernas tem razões mais que suficientes para sorrirem! Este resultado constitui um bom prenúncio para me poder lançar na melhoria do meu record na distência no decorrer de 2010!

Pernas ao ataque!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Das Taipas a Moscovo!




O título é ambíguo, mas tem um fundo de verdade!

Entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2009 corri 4.636 kms! Com estes kms, percorreria a distância das Taipas a Moscovo e ainda sobravam alguns metros para dar umas voltas na Praça Vermelha a observar o Kremlin!

Assim, em jeito de balanço do ano que terminou, através da preciosa ajuda do Garmin Forerunner e do programa informático SportTracks, vou partilhar com a malta da blogosfera o resumo do meu registo de corrida:
  • Kms................................ 4.636
  • Dias de treino/competição..... 351 (96,11% => 351/365)
  • Dias de descanso efectivo...... 14
  • Horas de treino/competição... 340h53m
  • Calorias gastas.................. 348.134
  • Variação de peso................ 65,1 Kg<---> 66,8 Kg
  • 17 Competições:

Maratonas (2)

Meias-Maratonas (8)

15 kms (2)

12 Kms (1)

10 Kms (4)

Para cumprir esta odisseia, rompi uma meia dúzia de pares de sapatilhas, escorreu-me muito suor pela face nos dias de calor e apanhei com muita chuva no Inverno. Umas vezes correndo quando o dia estava a nascer, outras com o sol a pôr-se, apreciando estes momentos de rara beleza oferecidos diariamente pela natureza, mas que passam despercebidos à maioria das pessoas!

Quem corre por gosto não cansa e o sentimento de glória ao cortar a meta, depois de cumpridos os objectivos, é de enorme satisfação...não há palavras para descrever!

Espero que as pernas continuem de boa saúde em 2010 e quem sabe para o ano, por esta altura, estarei aqui a dizer que fui das Taipas ao Cazaquistão!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

S. Silvestre do Porto: A última corrida de 2009.

No último domingo do ano realizou-se uma vez mais a S. Silvestre Cidade do Porto, prova que vai na 16ª edição e como já vem sendo hábito teve a excelente organização a cargo da Runporto.

A noite estava fria e a chuva, uma vez por outra, até deu alguns sinais durante a prova, mas só no final (pelo menos para mim) é que caiu com muita intensidade. Apesar de o tempo convidar a estar em casa à lareira, foram muitos os que se deslocaram à Invicta para a tradicional corrida de S. Silvestre e, também em número razoável, os portuenses saíram à rua para aplaudir os atletas.

As características do percurso, composto por duas voltas com subidas e descidas longas e a distância de 10 kms, não me são muito favoráveis, estou mais vocacionado para terreno plano e distâncias maiores, aliás é nesse sentido que os meus treinos são orientados. Assim, para a última corrida de 2009, o objectivo era finalizar com um tempo idêntico ao do ano anterior, 37m16s.

Como tive o privilégio de me atribuírem um dorsal VIP, deu tempo para fazer um óptimo aquecimento e colocar-me numa posição na grelha da partida que me permitiu sair sem problemas. No entanto, o arranque após o tiro da largada, foi de loucos, sem saber muito bem se fui empurrado ou puxado pelos atletas de elite, fiz o primeiro km em 3m16s!

Após este autêntico voo, procurei entrar no meu ritmo, mas não foi nada fácil, porque no km seguinte a subida era de respeito e depois de uns escassos metros planos na zona do Marquês, começa-se a descer pela Constituição até aos Aliados, umas vezes ligeiramente, outras acentuadamente, ora em paralelo, ora em alcatrão. Aos 5 kms e com uma volta completada, o meu cronómetro registou 17m55s! A segunda é mais difícil, pois a subida ainda é mais longa, começa na Rua Sá da Bandeira e só termina no Marquês, sem esquecer os 300 metros finais a subir e o natural desgaste que o esforço dispendido iria provocar, a manutenção daquele ritmo não seria de todo possível. Assim aconteceu, nos segundos 5 kms contabilizei mais 1m46s que nos primeiros, concluindo a corrida em 37m36s, cujo saldo foi um honroso 75º lugar na classificação geral, entre os 1.870 atletas que cortaram a meta.

Para quem gosta, terminar o ano a correr é sempre um enorme prazer!

Haja pernas para 2010!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Passeio de Natal!

Quando se corre sozinho faz-se terapia, quando se corre em grupo fazem-se amigos!

O N.A.Taipas nasceu por vontade de meia dúzia de amigos que corriam cada um por si no Parque de Lazer das Caldas das Taipas, mas que um dia resolveram apresentarem-se numa corrida em grupo e em jeito de brincadeira escolheram o pomposo nome de NAT- Núcleo de Atletismo das Taipas.

Apesar de não estar constituído legalmente, não deixa de ser um clube, porque mais importante que ter estatutos e orgãos sociais, é a essência que levou à sua criação - incentivar as pessoas adoptarem uma vida mais saudável através da corrida!

Assim, como que anunciando a quadra festiva que se aproxima, o clube na manhã fria do passado domingo promoveu um passeio de Natal. Os atletas compareceram em razoável número, a maioria envergando t-shirts vermelhas e o tradicional gorro do pai natal. Num ritmo bem calmo percorreram as principais ruas da vila, saudando as pessoas e convidando-as a juntarem-se ao grupo, tentando mostrar-lhes que correr não é nenhum sacrífício, antes pelo contrário é um enorme prazer!

Queria também desejar a todo o pessoal da blogosfera um Feliz Natal e um 2010 cheio de corridas!

Entretanto, haja pernas para a S. Silvestre do Porto!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Correr em Lisboa.

Inicialmente a minha agenda de corrida não tinha prevista a participação na meia-maratona de Lisboa, prova que fazia parte do programa da Maratona de Lisboa. Contudo, como fui passar o fim-de-semana prolongado à capital e como sou dependente da corrida, não podia deixar de levar as sapatilhas e aproveitar para voltar à competição, precisamente, um mês após a maratona do Porto.

Assim, no sábado, logo que cheguei a Lisboa e depois de algumas peripécias dignas de um tipo do norte que não domina as artérias da grande cidade, lá descobri a Fundação Inatel e o Parque 1º de Maio, situado nas imediações da Av. de Roma/Alvalade, para levantar o dorsal. Logo aqui deu para perceber que os estrangeiros a aderir ao evento seriam em número muito superior aos lusitanos e que nuestros hermanos seriam o grosso do pelotão - só a avaliar pelo castelhano que por ali se ouvia. Apesar de ter já anoitecido deu para ver o modesto estádio - algumas bancadas, um relvado e uma pista de atletismo em volta onde começava e terminava a maratona! A 'meia' apenas terminava cá, pois a sua partida era dada na Baixa Pombalina, mais própriamente no Terreiro do Paço.

No domingo, bem cedo pelas 8h30m já estava a estacionar o meu carro na Av. de Roma, junto a uma entrada de Metro e a dois passos do Parque 1º de Maio, para facilitar a logística. Deste modo ainda tive tempo de ver a partida da maratona e o ridículo de obrigarem os cerca de 1.200 maratonistas a darem uma volta à pista antes de saírem do estádio! Após esta insólita largada e de ter incentivado alguns companheiros de estrada que entretanto reconheci, equipei-me e apanhei o Metro até ao Rossio.

A partida da meia-maratona estava marcada para as 10h30m e ainda faltavam uns 45 minutos, já eu estava a fazer ligeiríssimos trotes de aquecimento. O céu estava cinzento, mas não chovia, a temperatura era agradável, apenas o vento revelava a personalidade, como aliás as previsões da meteorologia vaticinavam. Não tinha objectivos muito precisos para a corrida, mas achava que em condições normais poderia finalizar com um tempo entre 1h18m e 1h19m.

Soou a buzina para a partida e como me tinha colocado quase na dianteira do pelotão, não tive qualquer problema em sair e impor o ritmo pretendido a rondar os 3m45s/km. Os primeiros maratonistas tinham passado pouco antes da largada da 'meia' e, pelo que pude averiguar, não foram mais de duas dezenas, o que fez com que logo a seguir ao 1º km, já na Av. 24 de Julho a estrada estivesse inteiramente à minha disposição! Não me fiz rogado, sem companhia fui subtraindo os sucessivos kms à conta final. Até ao retorno dos 5,5 km o vento estava de frente e foi preciso despender algum esforço para manter o ritmo desejado, mas nos kms seguintes o vento até deu uma ajudinha, com o cronómetro a assinalar os tempos de passagem aos 10 km de 37m15s e aos 15 km de 55m55s. A manter este andamento alcançava o tempo final perspectivado. Foi por esta altura que, vindo de trás um atleta que reconheci da blogosfera - o Fernando Carmo - se chegou a mim, aproveitei a oportunidade e ali mesmo me apresentei trocando com ele algumas palavras. Em boa hora ele apareceu, porque nos 5 kms finais foi preciso muita força nas pernas e muito moral para não esmorecer naquela verdadeira escalada do Cabo Ruivo até à meta. O ritmo obviamente caiu, houve um km que só consegui fazer em 4m26s! No dia anterior tinha dado uma vista de olhos à alimétrica do percurso e não me pareceu que a inclinação do terreno trouxesse tantas dificuldades. Imagino quanto sofrimento estes kms finais provocaram nos maratonistas! O Fernando estava mais forte, escapou-se de mim à entrada do 20 km e ganhou-me gradualmente alguns metros. Concluir a prova dentro do objectivo era já impossível, mas não deixei de dar o máximo até ao fim, acabando por cortar a meta com o meu cronómetro a registar o tempo de 1h20m30s.

Atendendo à fase de abrandamento de treino e às características do terreno - foi seguramente a 'meia' com o percurso mais difícil que corri - o resultado foi excelente, cujo saldo foi um 11º lugar na classificação geral, entre os 1150 atletas que terminaram a corrida e o 2º lugar no escalão M45!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Maratona do Porto: Passeio, dor e glória!


Estamos no Outono e o exemplo dos últimos dias anunciava que a maratona iria ser corrida com um tempo cinzento e com a possibilidade de ocorrência de chuva. Obviamente que estes caprichos da meteorologia não assustam nenhum atleta, desde que a temperatura não seja muito baixa, aliás até podem de algum modo benéficos. No entanto, se falarmos de vento a coisa já ganha outros contornos e todos torcem o nariz - na verdade o vento nunca é muito amigo dos corredores. O percurso onde a corrida se desenrola, todos o sabem, é muito exposto às deslocações do ar, os amigos aqui da blogosfera que habitam na Invicta e arredores deram conta da ventania que na sexta-feira e no sábado fustigou a zona da Foz. As previsões de tempo apontavam que o vento iria ser de noroeste, atingindo os 21 km/h. Os mais entendidos na matéria avisaram que, nestas condições, os atletas iriam ter de enfrentar o "inimigo" entre os 30 e 40 km da corrida.

Mas previsões não passam disso mesmo e muitas vezes não se confirmam depois na realidade - foi o que efectivamente aconteceu! No entanto, todo este burburinho em volta do vento, levou-me a redefinir a minha estratégia para a corrida. Sentia-me bem e confiante em baixar a fasquia das 2h50m, mas se rolasse a 4 minutos/km e consequentemente passasse a meia-maratona com cerca de 1h24m, a margem de quebra que tinha para a segunda parte da corrida podia ser levada pelo vento, caso este resolvesse aparecer na altura em que surge a barreira dos 30 kms.

O tiro da partida surgiu e o colorido dos atletas foi rompendo entre a manhã cinzenta e a chuva miudinha, no entanto sem ponta de vento! Lá segui com um pequeno grupo, onde me perguntaram a que ritmo iria correr. Informei que iria rolar nos primeiros kms dentro dos 3m50s-3m55s/km aproveitando a inclinação favorável do terreno para amealhar alguns segundos, que poderiam ser preciosos na parte final da corrida, caso o vento quisesse dar um ar da sua desgraça!

Relembrei no último post que uma coisa é a teoria, depois a prática pode ditar outro rumo dos acontecimentos. Quando se corre à chuva parece que há uma tendência de correr mais rápido, como se estivéssemos a fugir dela. Assim, integrado num pequeno grupo desci a avenida da Boavista, passei a Foz, atravessei a ponte D. Luís e passeei-me pelo cais de Gaia, num andamento solto a rondar os 3m55s/km, dobrando a meia-maratona na Afurada com 1h22m30s. O balanço nesta altura era óptimo, sentia-me bem e a margem para alcançar o objectivo era muito animadora. Continuei a engolir os kms nesse ritmo, mas por esta altura já só contava com a companhia da Patrícia, atleta do N.A. Joane. Fomos os dois até aos 28 kms, depois ela começou a quebrar e fiquei sozinho, nada que me apoquentasse ou a que não estivesse habituado. Mantive o bom andamento, nunca excedendo os 4 minutos/km e aos 35 kms sentia que iria fazer um excelente tempo e só uma situação anormal me impediria de tal feito. Mas convém sempre ter em mente que até ao lavar dos cestos é vindima e que a corrida só termina quando cortamos a meta.

Depois de ter ultrapassado o paralelo das palmeiras da Foz, a seguir à placa dos 38 kms, senti uma pontada na coxa direita e uma leve dor a instalar-se! Não entrei em pânico, a margem para a obtenção do objectivo era grande e como estava a poucos kms da meta acreditei que era possível gerir esta contrariedade. Abrandei o ritmo para seguir de forma mais confortável, passando a rolar a 4m20s/km. Na avenida Brasil sou dobrado pelo campeoníssimo António Pinto, que percebeu a minha dificuldade e me disse para ir na "roda" dele. Nem tentei, preferi ir na minha e suportando alguma dor cheguei aos 40 kms junto ao Edifício Transparente com o tempo de 2h38m22s. A garrafa de água que recebi no abastecimento deitei-a na zona da coxa que me doía e como estava fria senti um alívio de imediato. Entretanto, aos 41 kms, o companheiro de muitas corridas, Francisco Novais do Vitória S.C,, ultrapassou-me na subida do Bela Cruz e eu apanhei a boleia e segui no ritmo dele. A meta estava ali à frente dos olhos! A dor tinha desaparecido e num último fôlego corria abaixo dos 4 minutos/km! Movido pelo incentivo dos amigos e do público entrei na recta final em sprint e ao cruzar a meta o cronómetro registou o fantástico tempo de 2h47m47s!

Concluí a minha 10ª maratona!
O vento não apareceu.
O paralelo não é muito amigo das minhas pernas.
Perdi na segunda parte da corrida 2m47s.
A dor que senti desapareceu e nunca mais deu sinais.
O objectivo foi largamente alcançado!
O meu record foi melhorado em 4m11s!

As últimas palavras são para os meus companheiros do N.A. TAIPAS. Dos 25 inscritos, 23 concluíram a prova, todos com excelentes tempos e cumprindo os objectivos que se tinham proposto. Quando em 2004, também no Porto, me aventurei na maratona juntamente com 6 amigos, estava longe de imaginar que volvidos 5 anos o movimento em torno da maratona atingisse tamanha dimensão.
Na classificação geral por equipas, O N.A. TAIPAS foi o primeiro entre as 25 equipas que pontuaram.

Estamos todos de parabéns!

Viva a maratona!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Objectivo 169 minutos e 59 segundos!

Está aí a Maratona do Porto!

Após 900 kms nas pernas, de treino específico durante as últimas 9 semanas, no próximo domingo vou estar na linha de partida para correr a minha 6ª maratona no Porto, tantas quantas as edições que o evento já conta. Conforme tinha prometido em Abril, aqui no blog, aquando da última maratona que corri em Lisboa, o objectivo para a do Porto seria baixar a fasquia das 2h50m. Assim, é com este tempo na mente que irei abordar a corrida.

O treino que fiz correu dentro do planeado e, salvo alguma contrariedade de última hora, posso afirmar com alguma segurança que estou em boa forma. No entanto, cada maratona tem a sua história. Assim aconteceu nas 9 que já corri, obviamente esta não irá fugir à regra. A meteorologia é um dos factores que não podemos controlar - vento, chuva, calor ou humidade podem comprometer os objectivos de qualquer atleta, seja ele de elite ou do pelotão. Se o S. Pedro abençoar as pernas com um tempo ameno e fresco, a empreitada fica dependente da boa ou má estratégia seguida durante a corrida. Sendo certo que, se a abordarmos acima das nossas possibilidades e de quanto efectivamente valemos no momento, iremos pagar a ousadia mais tarde, ou seja, lá para os 30/35 kms e todos os objectivos ficarão definitivamente comprometidos. A maratona não se corre apenas com as pernas, corre-se também com muita cabeça!

O percurso da maratona do Porto é enganador, não sendo dos mais difíceis, também não é tão fácil como pode parecer, sobretudo se nos fiarmos apenas nos primeiros 15 kms. Todos os que a correram sabem bem quanto custa correr no famoso paralelo do túnel da Ribeira e junto às palmeiras da Foz, sem esquecer o piso na zona do cais de Gaia que também não é muito macio.

Assim, depois de ponderar todos estes factores, a minha táctica para domingo é muito simples: rolar a 4 minutos/km, passar à meia-maratona com um tempo a rondar a 1h24m, ficando com uma margem de cerca de 1m40s para eventualmente perder na segunda parte da corrida e desta forma baixar os 170 minutos! Mas isto é a teoria, iremos ver como será na prática!

Nestes dias que antecedem a prova rainha do atletismo, povoa-me sempre a memória umas palavras que li num jornal acerca da maratona, que já as referi aqui a propósito desta mítica corrida, mas que nunca é demais recordar - "...mais que um acontecimento físico, a maratona é um duelo espiritual, a mais sedutora luta entre o homem e os deuses, em que os deuses são a distância, o tempo a alma...".

Haja pernas...haja alma!!!