terça-feira, 26 de maio de 2009

Meia-Maratona Douro Vinhateiro: Até ao lavar dos cestos...

A região do Douro é classificada pela Unesco como património paisagístico da Humanidade. Na verdade, este título que lhe foi atribuído, não é mais que o reconhecimento de uma paisagem ímpar que deslumbra o olhar de todos quantos a visitam.

Uma meia-maratona corrida ao longo da margem do rio, com partida sobre a barragem de Bagaúste e com chegada à cidade da Régua, em plena avenida do Douro, só podia conquistar a simpatia e a adesão dos atletas do pelotão. Para dar competitividade à prova a organização distribuía, pelos melhores, prémios monetários bastante atraentes e para abrilhantar a festa, promoveu um caminhada de 6 kms. Como se isto não bastasse, todos os participantes que concluíssem a corrida ou a caminhada habilitavam-se ao sorteio de um automóvel.

Com todos estes ingredientes na lista a Régua foi invadida por 7.000 pessoas que responderam afirmativamente ao slogan do evento - 'A correr ou a caminhar eu vou lá estar!'

Apesar de só terem decorrido 15 dias após a maratona Carlos Lopes, eu não podia deixar de responder a este magnífico apelo. Obviamente que não ia (nem devia) exigir que as minhas pernas tivessem disponibilidade para lutar por um novo record, mas estava empenhado em obter um bom resultado. Assim, o objectivo era começar com alguma moderação e depois com o desenrolar da corrida seguir um ritmo que me permitisse alcançar um tempo final a rondar a 1h20m.

A partida foi dada e rumamos no sentido de Armamar, ou seja, contra a corrente do rio. Logo no primeiro km a meu lado já estava o André Guedes, acompanhante do blog, com quem tinha travado conhecimento em Mirandela, aquando do Nacional de Estrada. Após uma breve troca de palavras resolvemos fazer a corrida juntos, já que o tempo apontado por ambos coincidia. Mais um km e um companheiro de equipa, Carlos Justo, bem como outro atleta que desconheço, formamos um quarteto que foi engolindo os kms e ultrapassando outros atletas. Eu ia controlando o ritmo entre 3m42s-3m46s/km e o André, como é da zona e estava habituado a treinar naquela estrada, dava preciosas indicações da elevação e declive do terreno.

Por volta dos 7 kms na outra margem do Douro passou o comboio, apitando como se anunciasse que estava na hora da inversão de marcha e de correr no sentido da corrente do rio. Por ironia, os kms até à barragem são ligeiramente a subir, caso para dizer que a corrente do rio não ajudou muito, no entanto o grupo não se deixou abater, nem abrandou o ritmo. Após nova passagem em frente à barragem e com 14 kms corridos, as pernas recebem uma pequena benção do terreno que desce suavemente durante 3 kms. Mas, como ouvi recentemente dizer, "o único sítio onde sucesso vem primeiro que trabalho é no dicionário" - a ponte que vislumbrávamos lá adiante e acima dos nossos olhos ia-se aproximando, e quanto mais próximos dela estávamos, maior era a inclinação da estrada. O ritmo caiu um bocadinho, mas a vontade não esmoreceu!

O quarteto desmembrou-se e surgiram dois atletas vindos de trás que nos ultrapassaram na descida da estação. Como estava com força respondi a este ataque e tomei a dianteira forçando ainda mais o ritmo, todos ficaram para trás e nos duzentos metros finais que são ligeiramente a subir ainda me dei ao luxo ultrapassar alguns atletas. Dei por mim a pensar que gosto de competição e que as minhas pernas não contradizem esta minha teimosia!


Um excelente resultado, numa meia-maratona que tem um percurso maravilhoso, que as pernas adoraram e a todos recomendam.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Maratona Carlos Lopes: Atletismo solitário!

Enfim, chegou o dia da Maratona de Lisboa ou para ser mais preciso a Gold Marathon Carlos Lopes, que contava ainda no programa um Bike Tour e uma corrida de 5 km designada Atletismo Solidário. Quando no domingo de manhã, por volta das 7h45m, cheguei ao Casino do Estoril, onde ia ser dada a partida verifiquei que o número de participantes anunciado pela organização, já por si não muito famoso, estava bastante inflacionado. Nada que me surpreendesse!

Enquanto procedia ao aquecimento, e como efectivamente éramos poucos, foi fácil encontrar os companheiros da blogosfera que também se iam lançar nesta aventura, respectivamente o Luís Mota, depois o Fernando Andrade, o António Bento e o Nuno Cabeça. As palavras de circunstância habituais e o desejo sincero de boa sorte para todos.

Os meus objectivos para a corrida eram claros. Melhorar o meu tempo na distância (2h54m15s - Porto 2008) apontando para um tempo final de 2h52m. No entanto, e como me sentia bem, se por ventura conseguisse um grupo poderia ousar chegar dentro das 2h50m. As condições meteorológicas contribuíam com a sua parte, uma vez que o tempo estava nublado e fresco, excelente para correr.

O tiro da partida foi dado e como eram tão poucos os atletas não precisei de correr mais de 200 metros para verificar que não iria integrar nenhum grupo, ou seja, ia fazer uma maratona completamente entregue a mim próprio e ao meu cronómetro. O desafio era manter um ritmo estável e tentar concluir a prova nas 2h52m. Para mim esta maratona foi atletismo solitário!

No entanto, estava preparado para isto, aliás já me tinha mentalizado ao longo da preparação da maratona para esta eventualidade, como bem sabem os meus leitores mais atentos. Assim, fui galgando os kms apreciando a magnifica paisagem da Costa do Estoril, o mar e o encontro com o Tejo, num abraço junto à Torre de Belém.

Foi com o prazer de um miúdo que corre sozinho - pelo meio da estrada que nos outros dias está entupida de automóveis barulhentos mas que hoje era toda dele. Entro na baixa de Lisboa, junto ao edifício da Câmara Municipal, sigo pelo meio do empedrado do trilho do eléctrico, como se fosse eu o próprio eléctrico. Tomo a Rua Augusta onde alguns incentivavam, mas a maioria das pessoas estavam mais preocupada em ver as montras e olham com indiferença para mim. Retribuo-lhes com um sorriso e triunfantemente entro no Rossio onde um aglomerado de pessoas olha para uma grua que está a colocar um painel publicitário e nem deu pela minha presença. Contornei a praça e não escutei uma manifestação de apoio, apenas um bando de pombas que estavam pousadas, levantaram voo à minha passagem!

Um agente da autoridade, quase por favor, indicou-me o caminho, entrei no Terreiro do Paço onde imperava o silêncio e eis-me de novo na larga avenida de acesso ao Parque das Nações. As pernas já tinham engolido 30 kms e o ritmo continuava imperturbável dentro dos 4m5s/Km e eu continuava a divertir-me com o desafio que ia mantendo comigo próprio.

Logo a seguir a Santa Apolónia, surgiu o momento cómico da corrida. Numa paragem de autocarro com meia dúzia de pessoas. Uma mulher, que estava sentada, levantou-se e chegou-se para o meio da avenida como que dirigindo-se a mim. Pensei com os meus calções: "finalmente vou receber um aplauso". Mas não. - "Ó senhor, sabe se há autocarros?" - Nem lhe respondi e a mulher recolheu, decepcionada, à paragem resmungado - "Ao menos podia dizer qualquer coisa"! Continuei a minha corrida mas não pude deixar de esboçar novamente um sorriso.

O tempo foi passando e em breve estava a entrar no Parque das Nações, onde faltavam sensivelmente 3 kms para o final e as pernas não vacilavam, pelo que o objectivo 2h52m estava pronto para ser alcançado. A recepção do Gil de braços abertos contrastava com perspectiva de mudança de terreno, anunciando que ainda iria ter de sofrer um bocadinho, é que nas maratonas não há glória sem sofrimento. Na verdade, aquele empedrado até à meta, onde os arquitectos da Expo'98 quiseram misturar a antiga calçada portuguesa com a modernidade do Pavilhão de Portugal e do Pavilhão Atlântico, não foi concebido a pensar em maratonistas.

Aqui sim, tive que cerrar os dentes e transformar-me um pouco em Pheidippides e correr até à meta com os músculos em autentica vibração para, pelo canto do olho, conferir o cronómetro da chegada e ultrapassa-lo quando este assinalava 2h51m59s!
(1ª 'meia' 1h25m48s - 2ª 'meia' 1h26m11s => Diferença 23s)

Resultado: Pernas para que te quero, 1 - Atletismo solitário, 0.

Comentário inevitável - O comum dos portugueses só liga ao futebol. Para a maioria, a maratona é uma corrida, da qual não tem noção nenhuma do tempo que demora e sabem lá quantos kms são...
Satisfeito por ter cumprido mais uma maratona, recordo o famoso comentário: "E o burro, sou eu?!"

Fica aqui prometido que em Novembro, na Maratona do Porto, o objectivo é baixar das 2h50m!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Aritmética do treino.

Faltam apenas duas semanas para o dia 10 de Maio e para a Gold Marathon Carlos Lopes, o treino está praticamente feito. Devido ao adiamento da prova, que inicialmente estava marcada para 19 de Abril, conforme escrevi por aqui, tive de fazer alguns ajustamentos ao treino. Assim, tive que esticar um plano que tinha sido concebido para 9 semanas e com uma competição de 1 meia-maratona, para um plano de 12 semanas com 2 meias-maratonas competitivas. Os resultados das competições como sabem, foram excelentes, resta agora saber se ainda fiquei com reservas suficientes para fazer um bom resultado na maratona. A organização dos treinos teve de conter alguma moderação, pelo que a partir da Meia-Maratona Cego do Maio, que culminou com a 7ª semana de treino, comecei a abrandar ligeiramente o ritmo das séries e também a componente rápida dos treinos longos, mas o resto seguiu em moldes idênticos. O Objectivo é andar ligeiro, mas nunca esgotar a força! Até agora tenho-me sentido bem, mas todas as dúvidas serão dissipadas no próximo dia 10. Nunca uma maratona é igual à outra, daí o fascínio desta mítica corrida!

7ª SEMANA 30/3 - 05/04
Segunda
54' Corrida contínua a 4'57"/km - 10,90 km
Terça
60' Corrida contínua a 4'48"/km - 12,70 Km
Quarta
Aquecimento 36'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 6x800m (Média 2'44") (Recuperação a trote (1'30")
Descontracção 16'
15,70 km
Quinta
58' Corrida contínua a 5'04"/km - 11,50 Km
Sexta
60' Corrida contínua a 5'13"/km - 11,50 Km
Sábado
50' Corrida contínua a 5'26"/km
4 rectas 100m (Média 20")
10,00 km
Domingo
Meia-Maratona Cego do Maio - 1h17m10s (Média 3'40"/km)
21,0975
Tempo total de treino de corrida - 7h20m
Kms percorridos 93,20

8ª SEMANA 6/4 - 12/04
Segunda
50' Corrida contínua a 5'26"/km - 9,20 km
Terça
60' Corrida contínua a 4'55"/km - 12,20 Km
Quarta
Aquecimento 35'
15 x 30" rápidos (90% capacidade) (Recuperação a trote 1')
Descontracção 15'
13,30 km
Quinta
60' Corrida contínua a 4'57"/km - 12,10 km
Sexta
71' Corrida contínua a 4'45"/km -14,90 km
Sábado
60' Corrida contínua a 5'13"/km - 11,50 km
Domingo
1h44m de corrida
Aquecimento 7'30"
9 km a 4'37"/km
6 km a 3'44"/km
9 km a 4'18"/km
25,20 km
Tempo total de treino de corrida - 8h05m
Kms percorridos - 98,40

9ª SEMANA 13/04 - 19/04
Segunda
50' Corrida contínua a 5'13"/km - 9,60 km
Terça
73' Corrida contínua a 4'54"/km - 14,90 km
Quarta
Aquecimento 33'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 8x800m (Média 2'45") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção 17'
17,20 km
Quinta
61' Corrida contínua a 5'10"/km - 11,80 km
Sexta
80' Corrida contínua a 4'54"/km
6 rectas progressivas 180m ( Média 40")
19,00 km
Sábado
60' Corrida contínua a 5'10"/km - 11,60 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
1h53m de corrida
9 km a 4'40"/km
7 km a 3'49"/km
10 km a 4'20"/km
27,20 km
Tempo total de treino de corrida - 9h04m
kms percorridos - 111,30

10ª SEMANA 20/04 - 26/04
Segunda
60' Corrida contínua a 5'19"/km - 11,30 km
Terça
73' Corrida contínua a 4'50"/km - 15,10 km
Quarta
Aquecimento 32'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 10x800m (Média 2'47") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção 15'
19,00 km
Quinta
60' Corrida contínua a 5'10"/km - 11,60 km
Sexta
71' Corrida contínua a 4'48"/km
6 rectas progressivas 180m ( Média 38")
16,00 km
Sábado
60' Corrida contínua a 5'13"/km - 11,50 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
2h05m de corrida
10 km a 4'36"/km
9 km a 3'53"/km
10 km a 4'21"/km
30,30 km
Tempo total de treino de corrida - 9h21m
kms percorridos - 114,80

Depois de tantos kms, estas semanas que se seguem são de descontracção para as pernas e mentalização da cabeça dos 42 kms e 195 mtos que terei de enfrentar. Não sabendo as condições climatéricas que me vão sair na rifa, mas estando já a preparar-me para uma corrida solitária, pelos ecos que se ouvem relativamente ao número de maratonistas a aderir ao evento, o melhor mesmo é converter as adversidades em motivações.


Haja pernas...e cabeça!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Meia-Maratona Cego do Maio: Na onda do record!

A Póvoa de Varzim tem sido, ao longo dos anos que levo de corrida uma cidade, talismã para mim. Os resultados aqui obtidos são sempre muito positivos, é caso para dizer que os ares da Póvoa são bons para a minhas pernas, como outrora diziam que ir a banhos nesta estância balnear dava muita saúde à criançada!

Cheguei bem cedo para proceder ao levantamento do dorsal. Dei uma pequena volta junto ao mar e estava tudo calmo e silencioso. Não havia sol, a temperatura para correr estava óptima e o vento não se fazia sentir, embora por estas bandas nunca se possa confiar muito na sua ausência.

Entretanto, chega a hora do aquecimento e entre ligeiros trotes vamos cumprimentando os amigos. Num repente e duma assentada aparecem os companheiros da blogosfera Miguel Paiva e Mark Velhote. O Miguel estava de bicicleta, privado de correr devido à pubalgia que o tem apoquentado, o Mark esse estava preparado para superar o seu melhor tempo. Após breves palavras sobre a corrida e os objectivos para o futuro, a hora da partida aproximou-se. Estava menos gente que em anos anteriores, não sendo alheio a este facto a corrida de 10 kms que, à mesma hora, ia decorrer em Vila Nova de Gaia. Deste modo, consegui uma excelente colocação na partida, quase em cima da linha da largada.

Soou o tiro da partida e empurrado pela multidão tive que dar corda às sapatilhas ao longo da Avenida dos Banhos. Quando passei no Casino onde aparecia a placa do 1º km, o meu cronómetro assinalou 3m27s! A meu lado já estava o Manuel Mendes, companheiro de muitos kms na Maratona do Porto e recentemente, também meu colega na sessão de séries das quartas-feiras. Tinha-lhe dito a estratégia para a corrida: Se a pilha desse ia tentar rolar a 3m40s/km e desta forma obteria um tempo final ligeiramente melhor que o da 'meia' de Lisboa. Prontamente, o meu amigo disse que me acompanhava até onde pudesse!

O mar da Póvoa é conhecido por ser muito traiçoeiro, assim também esta 'meia' podia reservar surpresas desagradáveis sempre com o suspeito do costume: o vento, que a qualquer momento poderia aparecer. O 2º km foi engolido em 3m36s, estava uma corrida demasiado agitada! Neste momento achei melhor não embarcar num grupo e preferi ficar com o meu amigo e tentar impor o ritmo desejável de 3m40s/km. Era preciso ter calma porque ainda havia muito mar para navegar! Abrandei um bocadinho, mas mesmo assim na passagem dos 5 kms registei 17m51s!

A coisa prometia e a pilha não dava sinais de fraqueza. Vamos lá Manel, que se faz tarde! Os dois, estrada fora, aviamos os 5 kms seguintes em 18m24s. Comentei com o meu companheiro que o tempo era excelente e a continuar assim, tanto ele como eu conquistavamos os ambicionados records! Animados, e já depois do retorno de Santo André rumo ao centro da Póvoa, continuamos num excelente ritmo médio de 3m40s/km. Momentaneamente, seguimos junto da atleta feminina que ia em terceiro lugar e mais dois atletas, mas num instante todos ficaram para trás. Aos 15 kms o ponto da situação não poderia ser melhor - 54m35s! Não cheirava a maresia, mas sim a record!

Por esta altura o meu amigo ficou ligeiramente para trás e como para a frente é que é caminho, aí fui eu entregue às minhas pernas. O objectivo era não deixar que o ritmo se desviasse muito dos 3m40s/km, ainda resisti e tive de cerrar os dentes quando o tal suspeito do costume - o vento, deu um ligeiro ar da sua graça, precisamente quando o terreno subia ligeiramente. Apesar de tudo consegui manter uma média de 3m45s/Km entre o 18º e o 20º km, muito moralizadora porque, entretanto, dobrei dois atletas que iam em perda. Quando passei de novo junto ao Casino e à entrada do último km, em pleno Passeio Alegre, como que apanhando uma onda, voei para a meta e para o record à média de 3m35s/Km, concluindo a prova no fantástico tempo de 1h17m10s!

O meu companheiro Manuel Mendes chegou logo a seguir, batendo também o seu record: 1h17m26s! No final trocamos um forte abraço e, claro, pedimos para nos tirarem uma fotografia para mais tarde RECORDar!

terça-feira, 31 de março de 2009

Calendário alterado, treino ajustado e Quem Quer Ser Bilionário?!

Num post anterior - Os desafios das pernas - apresentei um calendário de corrida e defini os objectivos para os tempos que se avizinham. Entretanto o calendário sofreu alterações, a saber - a Maratona do Carlos Lopes foi adiada para o dia 10 de Maio sem que, oficialmente, tenham apresentado razões, todavia como todos os anos a organização se debate com inúmeras dificuldades financeiras e de logística, não é difícil adivinhar que os motivos tenham sido os do costume. O segundo adiamento, pertenceu à Meia-Maratona de Matosinhos, inicialmente prevista para o dia 7 de Junho, mas devido às eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para esse dia, foi forçada a alterar a data e a única que conseguiu arranjar foi dia 12 de Julho.

Assim, continuo a apostar na Gold Marathon, apesar de muita gente vaticinar um fracasso e acharem que o número de atletas vai ser reduzido, não me demovem! Até é capaz de ter graça correr sozinho em pleno Rosssio! Mas como neste dia vou estar em Lisboa, obviamente, não posso correr em Cortegaça, logo as contas de que a minha 50ª. meia-maratona seria comemorada no Douro Vinhateiro, saíram furadas. Deste modo as comemorações da meia centena de meias-maratonas vai ter de ser feita em Matosinhos, é caso para dizer que nas bodas de ouro das 'meias' não brindo com vinho, mas uma bela sardinhada não me vai escapar!

ABRIL
- Dia 05 - Meia-Maratona Cego do Maio, Póvoa de Varzim

MAIO
- Dia 10 - Gold Marathon Carlos Lopes, Lisboa
- Dia 24 - Meia-Maratona Douro Vinhateiro, Régua

JUNHO
- Dia 14 - Famalicão - Joane (12 km)
- Dia 21 - Corrida das Festas da Cidade do Porto (15 km)
- Dia 24 - Corrida das Caldas das Taipas (10 km)

JULHO
- Dia 05 - Grande Prémio de S. Pedro (10 km), Póvoa de Varzim
- Dia 12 - Meia-Maratona de Matosinhos

O poeta dizia, 'mudam-se os tempos, mudam-se as vontades', não me parece que tenha aplicação na corrida, todavia - mudam-se os calendários, ajustam-se os treinos!
Assim, a Meia-Maratona Cego do Maio, deste domingo, que estava previsto correr em ritmo de treino, vai ser a 'dar no osso', embora com as cargas elevadas de treino que tenho nas pernas não devo ter 'pilhas' para andar como em Lisboa, mas vamos correndo e vendo!


4ª SEMANA 09/3 - 15/3
Segunda
50' Corrida contínua a 5'19"/km - 9,40 km
Terça
71' Corrida contínua a 4'48"/km - 14,80 Km
Quarta
Aquecimento 35'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 9x800m (Média 2'43") (Recuperação a trote (1'30")
Descontracção 17'
17,60 km
Quinta
60' Corrida contínua a 5'08"/km - 11,70 Km
Sexta
62' Corrida contínua a 4'51"/km - 12,80 Km
Sábado
60' Corrida contínua a 5'07"/km - 11,70 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
1h44m de corrida
9 km a 4'42"/km
6 km a 3'46"/km
9 km a 4'20"/km
25,20 Km
Tempo total de treino de corrida - 8h13m
Kms percorridos 103,20


5ª SEMANA 16/3 - 22/03
Segunda
46' Corrida contínua a 5'13"/km - 8,80 km
Terça
60' Corrida contínua a 4'52"/km - 12,30 Km
Quarta
Aquecimento 35'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 6x800m (Média 2'43") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção 16'
15,50 km
Quinta
63' Corrida contínua a 5'15"/km - 12,00 km
Sexta
60' Corrida contínua a 4'55"/km -12,2 km
Sábado
Descanso - 0,00 km
Domingo
Meia-Maratona de Lisboa - 1h17m42s - (Média 3'41"/km)
21,0975 km
Tempo total de treino de corrida - 6h17m
Kms percorridos - 81,90


6ª SEMANA 22/03 - 29/03
Segunda
55' Corrida contínua a 5'3o"/km - 10,00 km
Terça
62' Corrida contínua a 5'05"/km - 12,20 km
Quarta
Aquecimento 34'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 8x800m (Média 2'43") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção16'
17,10 km
Quinta
60' Corrida contínua a 5'07"/km - 11,70 km
Sexta
60' Corrida contínua a 4'45"/km - 12,60 km
Sábado
60' Corrida contínua a 4'44"/km
4 rectas progressivas de 150 m 32"
13,3 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
1h41m de corrida
9 km a 4'35"/km
7 km a 3'46"/km
8 km a 4'17"/km
25,20 km
Tempo total de treino de corrida - 7h58m
kms percorridos - 102,10

Como curiosidade, no mês de Março que hoje termina, totalizei 459,8 km em 30 sessões diárias de treino (com uma competição), cujo tempo gasto foi de 36h30m, com direito a um dia de descanso efectivo!

Por influência do filme - Quem Quer Ser Bilionário? - que tive a oportunidade de assistir este fim-de-semana ( e que desde já recomendo) proponho aqui uma brincadeira aos meus leitores:



Assim,

O José Capela estreou-se em competições na 'meia da ponte' no dia 24 de Março de 2002; no passado dia 22, também na ponte com 47 anos correu a sua 47ª. meia-maratona. Destas, correu:

A - 5 abaixo de 1h20m, 19 entre 1h20 e abaixo de 1h24m, 18 acima de 1h24 mas abaixo de 1h30m e 5 acima de 1h30m.

B - 6 abaixo de 1h20m, 20 entre 1h20 e abaixo de 1h24m, 14 acima de 1h24m mas abaixo de 1h30m e 7 acima de 1h30m.

C - 9 abaixo de 1h20m, 24 entre 1h20m e abaixo de 1h24m, 13 acima de 1h24m mas abaixo de 1h30m e 1 acima de 1h30m.

D - 8 abaixo de 1h20m, 12 entre 1h20m e abaixo de 1h24m, 17 acima de 1h24m mas abaixo de 1h30m e 10 acima de 1h30m.

Já foram esgotadas todas as ajudas - Público, 50/50 e telefone!!!
Aceitam-se respostas nos comentários.
Os vencedores não receberão nenhuma quantia monetária, mas prometo atribuir um prémio a quem acertar na resposta correcta!

Boas corridas, bons treinos! E bons palpites...

segunda-feira, 23 de março de 2009

Meia-Maratona de Lisboa: A ponte para o record!


A Meia-Maratona de Lisboa tornou-se um fenómeno de massas. Obviamente que, uma manifestação desportiva que reúne cerca de 35.000 pessoas, algumas para correr, muitas para caminhar e outras ainda para passear, apreciar a magnífica paisagem ou simplesmente para se divertirem, tem defeitos e virtudes.

Nas duas últimas edições participei e escrevi aqui no blog o que eu penso acerca desta meia-maratona ( ver, da iniciação à peregrinação e a ponte da festa), logo não me vou repetir, com um relato que seria de todo muito idêntico.

No entanto, gostava de referir os defeitos e as virtudes que este ano consegui observar.
No rol dos defeitos, vem logo à cabeça o acesso à praça das portagens de todos os que vão no comboio para o Pragal e depois se dirigem ao local da partida. É inacreditável continuarem ao fim de tantas edições, a obrigar os milhares de pessoas a descer caminhos estreitos, com a agravante de este ano colocarem à entrada deste apertado e miserável acesso uns seguranças a revistarem as pessoas - simplesmente surreal!

Depois, a partir do momento que os atletas de elite não partem da ponte mas sim de Algés, não vejo a necessidade da distância da partida propriamente dita, onde estão colocados os atletas e caminhantes VIP's, convidados da organização e dos patrocinadores seja tão grande. É que são cerca de 200 metros. É completamente descabido, 20 metros bastariam e desta forma permitiria que a maioria dos atletas pudesse fazer um aquecimento digno desse nome.

Do lado das virtudes apenas consigo enaltecer o aumento, em cerca de 15% no número de participantes da 'meia', relativamente ao ano passado, com particular realce para a presença feminina, aproveitando desde logo para saudar as 790 mulheres que terminaram a prova.

A minha corrida correu bastante bem. Como aqui referi, a ida à capital serviria para fazer um primeiro balanço das semanas de treino e analisar o comportamento das pernas. E não é que as pernas responderam bem! Tão bem que até deram para um record! Mas mais importante que o resultado obtido, foi a forma relativamente fácil como foi alcançado.


Como muitos outros, também parti lá de trás e inevitavelmente com um aquecimento muito deficiente, no entanto consegui evitar a confusão e desde logo apanhar o andamento que desejava, contando com a ajuda do declive da ponte, fiz os primeiros 5 kms em 17m55s. Depois, quando a corrida entrou na zona plana da Avenida 24 de Julho, estabilizei o ritmo sempre a 3m40s/3m41s o km, o 2º parcial de 5 km feito em 18m26s, o 3º em 18m23s e o 4º em 18m27s, o que demosntra bem a regularidade mantida ao longo de todo o percurso. Concluí a prova com o tempo oficial de 1h18m27s, mas com o tempo de chip - e este é que conta para mim - de 1h17m42s, que além do já referido record, garantiu-me o 8º lugar em Veteranos 45-50 anos entre 594 participantes e na classificação geral 0 11oº lugar entre os 5.504 atletas que dobraram a meta.

Gostava também de agradecer publicamente o incentivo que senti durante corrida dos companheiros aqui da blogosfera, Joaquim Adelino, João Meixedo e Paulo Martins. O meu sincero obrigado!

Saldo final - as pernas andaram ligeirinhas! O treino vai continuar, porque corridas não faltam!

segunda-feira, 9 de março de 2009

O treino faz-se, treinando!

No último post escrevi sobre o calendário de corrida que as minhas pernas vão enfrentar nos tempos que se avizinham. Como gosto de dar boas respostas aos desafios que me proponho, só treinando é que poderei estar em condições para tal. Nestes últimos tempos, devido a circunstâncias profissionais e familiares, fui forçado a alterar os horários dos treinos que durante a semana ocorriam ao fim da tarde, pelas 19h. Assim para manter a cadência do treino, tive que efectuar alguns de manhã cedo às 7h e outros começar depois das 20h30m. Como para mim treinar é um prazer, não constituiu qualquer espécie de sacrifício, mesmo quando algumas vezes para além das 22 horas ainda estivesse a fazer alongamentos no hall de entrada do meu prédio!

E então o que andei a treinar?
Hoje vou partilhar com algum detalhe o meu registo de treino das 3 primeiras semanas, de uma planificação que tem a Meia-Maratona de Lisboa, 22 de Março, como objectivo secundário e a Gold Marathon Carlos Lopes de 19 de Abril como principal.

1ª SEMANA 16/2 - 22/2

Segunda
60' Corrida contínua a 5'02"/km - 11,90 km
Terça
70' Corrida contínua a 4'53"/km - 14,30 Km
Quarta
Aquecimento 30'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 8x800m (Média 2'45") (Recuperação a trote (1'30")
Descontracção 15'
15,50 km
Quinta
61' Corrida contínua a 5'03"/km - 12,10 Km
Sexta
70 Corrida contínua a 4'45"/km
6 rectas progressivas de 150m (Média 32")
16,40 km
Sábado
61' Corrida contínua a 5'02"/km - 12,10 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
1h44m de corrida
9 km a 4'42"/km
6 km a 3'46"/km
9 km a 4'20"/km
25,20 Km
Tempo total de treino de corrida - 8h41m
Kms percorridos 107,50

2ª SEMANA 23/2 - 01/03

Segunda
61' Corrida contínua a 5'02"/km - 12,10 km
Terça
75' Corrida contínua a 4'45"/km - 15,80 Km
Quarta
Aquecimento 32'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 9x800m (Média 2'45") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção 18'
16,80 km
Quinta
66' Corrida contínua a 4'58"/km - 13,30 km
Sexta
85' Corrida contínua a 4'43"/km
6 rectas progressivas de 150m (Média 32")
19,10 km
Sábado
60' Corrida contínua a 5'13"/km - 11,50 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
1h51m de corrida
9 km a 4'40"/km
7 Km a 3'45"/km
10 km a 4'19"/km
25,20 km
Tempo total de treino de corrida - 9h19m
Kms percorridos - 117,60

3ª SEMANA 02/03 - 08/03

Segunda
60' Corrida contínua a 5'03"/km - 11,90 km
Terça
81' Corrida contínua a 4'49"/km - 16,80 km
Quarta
Aquecimento 35'
4 rectas de 100m (Média 24")
Séries: 10x800m (Média 2'46") (Recuperação a trote 1'30")
Descontracção19'
19,10 km
Quinta
62' Corrida contínua a 5'13"/km - 13,80 km
Sexta
90' Corrida contínua a 4'47"/km - 18,80 km
Sábado
60' Corrida contínua a 4'55"/km - 12,2 km
Domingo
Aquecimento 7'30"
2h00m de corrida
9 km a 4'40"/km
8 km a 3'46"/km
11,2 km a 4'20"/km
29,40 km
Tempo total de treino de corrida - 9h40m
kms percorridos - 122,00

Como... the training must go on, vou continuar, brevemente sentirei os ares da capital e farei um primeiro balanço do treino!

Haja pernas!